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Escritório de advogados de Luís Montenegro fez 10 contratos por ajuste directo com Câmaras de Espinho e Vagos

O escritório de advogados de que é sócio-fundador o presidente do PSD, Luís Montenegro, celebrou nos últimos oito anos pelo menos 10 contratos por ajuste directo com os municípios de Espinho e de Vagos, duas câmaras do distrito de Aveiro na altura lideradas por autarcas social-democratas. Em causa estão montantes que ascendem a várias centenas de milhares de euros, escreve esta quarta-feira o jornal Público.

Ainda segundo aquela publicação, que consultou os dados publicados no portal Base.gov.pt, entre Fevereiro de 2014 e Janeiro de 2022, a sociedade de advogados de que o presidente do PSD é sócio – Sociedade de Advogados Sousa Pinheiro & Montenegro (SP&M) – facturou 679 mil euros num total de 15 contratos por ajuste directo com entidades públicas.

Recorde-se que Luís Montenegro, actual presidente do PSD, foi presidente da Assembleia Municipal e Vereador na Câmara de Espinho, sendo próximo de Joaquim Pinto Moreira, actual vice-presidente da bancada parlamentar do partido, que liderou a autarquia entre 2009 e 2021, e que será o principal alvo da Operação Vórtex da PJ.

Na base desta investigação estão suspeitas de corrupção activa e passiva, prevaricação, abuso de poder e tráfico de influências, e que teve como um dos detidos, esta terça-feira, o actual presidente da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS).


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