Opinião

Salários europeus ainda no nosso tempo? Eis o desafio do partido Volt aos eleitores

Desde 1995 até 2020, Portugal gastou 35 mil milhões de euros dos Fundos Europeus…em estradas e auto-estradas. Como se diz, nem sequer foi em betão…foi mesmo em asfalto. Onde, nosso azar, e falta de ambição e de olhar a política a partir da realidade que é e não da ideologia clubista, muitos Portugueses continuam a morrer nas estradas.

O que é que as estradas têm a ver com os salários europeus? E já agora, as eleições e o Partido Volt?

A Comissão Europeia vem dizendo anos e anos a fio a Portugal para usar os fundos europeus, além da Sáude e educação, na inovação das indústrias e das empresas.

Pois bem, o Partido Volt tem uma notícia para dar! Com o dinheiro de uma pequena auto-estrada, na verdade uma fracção dos tais 35 mil milhões, Portugal já teria mudado a sua Economia, como precisa e como continua a arrastar os pés…

Com uns trocos dos 35 mil milhões de asfalto, Portugal podia ter feito uma série de ‘colmeias’ de centros tecnológicos industriais. Esses centros, a existirem, por exemplo no Distrito de Setúbal, ajudariam todos os dias as empresas a meter engenharia nos seus processos de fabricação. Os produtos, que hoje em dia, na nossa Indústria são de já de qualidade europeia, têm o azar de ser produtos baratos por serem produtos de consume …baratos. Sabemos dos vinhos: são cada vez mais excelentes – e sim graças aos fundos europeus e  à visão dos vinicultores- mas não conseguem cobrar os preços que merecem por causa da reputação de economia atrazada que nós temos. Já o sector do calçado do Norte do País venceu essa barreira e compete em preço com os melhores na exportação. Como? Com o apoio de uma pequena década de apoio às empresas do Centro Tecnológico do Calçado que usou bem os fundos europeus.

Portant, o Partido Volt diz que é preciso criar, ao lado das indústrias e empresas que labutam com êxito em Portugal e são bem numerosas e por todo o território, as industrias do futuro em Portugal: hidrogénio, energias renováveis, automóvel a electricidade, medicamentos inovadores, motores a hidrogénio, robots, motores a célula de combustível, informatica avançada. Temos a geração mais qualificada do País, lembra?

Criar indústrias, sim! As indústrias nascem. A partir de embriões de empresas. Às vezes chama-se clusters industriais. Criando os Centros Tecnológicos Industriais. Juntando a eles os novos empreendedores, as ditas start-ups, lembram-se? e juntando em Parcerias as empresas que existem e querem o Futuro. E sim, trazendo para esses clusters nos territórios, empresas europeias. Algumas grandes como temos cá já algumas e boas.

A propósito, os jornais dizem que a Autoeuropa esta a posicionar-se mal no grupo VW e que a SEAT e a Espanha estão a ganhar future com o carro a electricidade.

Precisamos aqui de um Centro Tecnologico Automóvel no cluster de Palmela. Precisamos de um Centro Tecnológico naval no Alfeite e Setúbal. Precisamos de um Centro Tecnológico Hidrogénio em Sines, precisamos de entrar na engenharia nuclear de nova geração. Em Parcerias entre empresas nacionais e Europeias. Com os tais Centros Tecnológicos.

 Mas também um Centro para o agro-negocio, um Centro para a inovação no Turismo, um Centro para a Economia do Mar (foram agora anunciados 4 ou 5 e nenhum para o nosso Distrito), um Centro para as Indústrias Criativas, Cinema e Design, um Centro para o Desporto. E, sim, a novidade é que …há dinheiro. Europeu. Para isso e mais que seja. A Europa cumpre! Lembram-se da estratégia Costa Silva para o PRR. Eis o que o Partido Volt propõe…

O custo? Uma fracção do custo do asfalto, lembram-se? Que ao contrário do asfalto, esse custo dá retorno, paga-se a si próprio, e sim dá salários europeus. Para o nosso tempo.

O meu compromisso se for eleito Deputado é de, conjuntamente com os deputados Volt Lisboa e Porto que espero sejam eleitos, fazer acontecer no País a política que traz esse futuro. E começa agora. O eleitor vai querer pensar nisso?

A propósito, sabiam que dos cerca de dez Centros Tecnológicos industriais que há no País, o Distrito de Setúbal tem…zero?


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