Opinião

O ÚLTIMO SUSPIRO DA NOSSA INOCÊNCIA

As opiniões expressas neste artigo são pessoais e vinculam apenas e somente o seu autor.

Existem muitos portugueses que se sentem, como nunca, insignificantes, desajustados e discriminados pelo sistema operacional vigente em que o silêncio vale ouro, o conformismo é a moeda social e o “fazer a sua parte” define o bom cidadão do século XXI.

Todavia, os dissidentes, encontraram maneira de seguir adiante, embora desvalorizados, ignorados, estigmatizados e escarnecidos. Se para a generalidade das gentes, questionar o regime é arriscado e inconveniente, para a uma minoria, a submissão acrítica continua a afigurar-se muito mais onerosa.

Corria o mês de Abril de 2020 quando me atrevi a expressar as minhas dúvidas, a questionar a estratégia de mitigação da alegada pandemia, nomeadamente no que concernia ao confinamento, à testagem massiva e, mais tarde, à política coerciva de “vacinação” e à certificação digital. Ao decidir expor a minha opinião nas redes sociais e num artigo de jornal, o meu intuito era tão só esclarecer, numa perspectiva pessoal, prospectiva e construtiva. Desconhecia o preço da dissidência pois, ingenuamente, ainda me julgava cidadã dum estado de direito e democrático.

Muitas vezes questionei se o meu raciocínio seria sólido e estaria correcto e se fariam sentido as minhas preocupações quanto ao futuro. Sendo a opinião majoritária contrária à minha, devo admitir que, a minha confiança vacilou muitas vezes. Mas sempre que observava a sucessão de acontecimentos e analisava a prova científica que ia sendo produzida a convicção reacendia-se e o tempo tem vindo a dar-me razão.

Tornou-se evidente que a estratégia sanitária contra a Covid19 foi o maior desastre em saúde pública da História moderna, um fracasso global do qual demoraremos décadas a recuperar. E, o que aprendemos nos últimos anos, confirma a minha análise e intensifica a minha preocupação:

  • Aprendemos que os Estados de Emergência, além de inconstitucionais, se basearam na histeria, não na evidência de uma ameaça genuína.
  • Aprendemos, em tempo real, os efeitos nefastos da engenharia social e da programação neurolinguística, quer na nossa saúde (física e mental) quer nos nossos  relacionamentos e nas nossas famílias e, por conseguinte, na Sociedade.
  • Aprendemos que as injeções mRNA estão a fazer exactamente o que os ensaios clínicos concluíram que fariam, ou seja, não conseguem prevenir a transmissão tampouco diminuir a mortalidade, muito pelo contrário.
  • Aprendemos que os países com as taxas mais elevadas de obediência apresentam os piores indicadores de saúde pública com agravamento da morbilidade e da mortalidade – até da mortalidade infantil
  • E aprendemos quão fácil é tiranizar, discriminar, coagir e trair.

Têm sido anos vertiginosos.

Ver e sentir, em paralelo com a vivência  pessoal, a experiência da exposição pública tem sido desafiante, exaustivo e transformador.

  • Nas incontáveis manifestações em que participei, organizei e/ou fui oradora;
  • Nas múltiplas entrevistas que dei on-line, para jornais e até, de má memória, na TV;
  • Nas várias conferências, nos congressos e nos seminários em que fui palestrante.
  • Nos incontáveis textos e artigos escritos e publicados.
  • Nas audiências parlamentares que me foram concedidas, enquanto presidente dos Médicos pela Verdade Portugal
  • Nas campanhas eleitorais, primeiro como mandatária e depois como candidata a deputada pelo partido ADN.

Tenho-me cruzado com o pior mas também com o melhor do ser humano pelo que posso confirmar o poder indomável das verdades inconvenientes.

E senti abraços e empatia, como nunca, nesta luta desigual e em lugares pejados de gente que não se deixa contagiar pela vertigem globalista. Gente sequiosa de conhecimento, de autenticidade, de temeridade, de coragem, de perseverança e de esperança. Gente que não desiste. Gente verdadeiramente Livre.

A crise com pretexto sanitário expôs a debilidade estrutural da sociedade ocidental mas também trouxe à superfície a força inabalável da humanidade reprimida.

Quando dei a minha primeira entrevista no canal “Quero Emigrar” o que causou impacto não foram os factos que enumerei tampouco os artigos científicos que referi. O que causou impacto foi a minha emoção, a minha autenticidade e a minha convicção e até os erros que cometi inerentes à minha absoluta inexperiência na exposição pública.

Um impacto tal que, por um lado, galvanizou os despertos a sair à rua e a expressarem-se porque deixaram de sentir-se sós; mas que, por outro lado, espoletou o escárnio e a perseguição mediática e política de que fui alvo pois o regime sabe bem que os antídotos para o medo e para a repressão são precisamente os afectos e as emoções. O impacto da minha primeira entrevista e do meu percurso resultou não da minha razão mas da minha humanidade.

Desenganem-se os que agora julgam que podem apagar as pegadas deixadas no caminho já percorrido. E desenganem-se os que acreditam que bastarão o positivismo da prova científica, o rigor do discurso, a habilidade da retórica, a exposição mediática, o marketing e um punhado de euros para nos levar a bom porto nesta cruzada contra o globalismo.

Sem autenticidade, sem constância, sem paciência, sem emoção e até, sem uma certa dose de inocência, não chegaremos lá porque é essa a mudança de paradigma que urge no espaço público.

Precisamos que a dissonância ecoe perturbando incessantemente a voz mesmerizante do globalismo até o travar de vez. Mas para que tal seja efectivo não podemos ter vergonha dos nossos, nem de quem somos tampouco devemos apoucar as nossas conquistas.

Vencer jogando o jogo errado também é perder.


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