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Presidente garante que ‘a Câmara Municipal da Moita não eutanasia animais’ após polémica

A eutanásia de um cão que deu entrada no Gabinete Veterinário Municipal da Moita em Março, gerou polémica nas redes sociais, com acusações de que o animal teria chip e estava a ser procurado pelos tutores, que acabaram por ter conhecimento de que o animal fora abatido após recolha pelos serviços municipais.

Na reunião pública do executivo, que decorreu na tarde desta quarta-feira, foi a munícipe Isabel Fernandes, que entre outros assuntos, questionou o ocorrido e teceu críticas ao veterinário municipal, Dr. João Ramos, indicando que “os tutores do Spike já apresentaram uma queixa-crime nas autoridades. Da minha parte, queria saber quem deu ordens para eutanasiar o animal, e se perante a queixa dos tutores, a Câmara vai abrir algum processo disciplinar e dar conhecimento dos factos ao Ministério Público ou exonerar este veterinário.”

Isabel Fernandes frisou também que “o Spike tinha chip, boletim veterinário e até passaporte, porque a família veio há pouco para Portugal e ele escapou por um descuido.

Foram feitos alertas, andámos todos à procura dele, até que alguém deu conta que ele estava junto ao Agrupamento Mouzinho da Silveira da Baixa da Banheira, onde estava a ser alimentado por uma senhora, até o terem ido buscar.

Quando os tutores souberam, foram para o recolher e foi quando lhes disseram que o Spike fora abatido, e que ‘são coisas que acontecem’.”

Segundo Isabel Fernandes, este não é a primeira situação que ocorreu com o veterinário João Ramos, “que já tem queixa na Ordem dos Veterinários”. 

O presidente da edilidade, Carlos Albino, explicou que “à altura dos factos a Câmara Municipal tinha dois veterinários, um do município e outro em regime de prestação de serviços, tal a vontade e necessidade para dar resposta às situações que identificamos diariamente neste campo. Nunca o Gabinete Veterinário teve tantos meios como os que tem agora.”

O presidente explicou depois que “em qualquer deslocação, todos os nossos veterinários andam sempre com o identificador de microchip, tal como o nosso coordenador do Gabinete de Proteção Civil. Por isso, a qualquer animal de pequeno ou grande porte, é sempre feita a tentativa de verificar os dados do proprietário.”

Relativamente ao caso apresentado pela munícipe, Carlos Albino ressalvou que “o cão que foi recolhido nas circunstâncias que refere, junto à escola, foi alvo de duas tentativas de leitura de microchip, no momento da captura e à chegada ao Gabinete Veterinário, com dois equipamentos diferentes, e em ambas não foi possível identificar o chip do animal, ou seja, ou não tinha chip ou não estaria activo.”

Peremptório, o presidente afirmou que “a Câmara Municipal da Moita não eutanasia animais. E por isso, não nos identificamos e repudiamos os comentários que surgiram nas redes sociais, porque não correspondem à verdade em relação às práticas desta autarquia.

Por outro lado, nem este executivo pode aceitar qualquer tipo de prática de crime sob a sua responsabilidade, pelo que se esta fosse identificada não seria necessário a queixa ser apresentada por alguém externo ao município, porque são os próprios autarcas quem tem a responsabilidade e obrigação de o fazer.”

A vereadora Anabela Rosa fez depois menção ao documento que é preenchido pelos responsáveis do serviço veterinário, sempre que dá entrada um animal, “relatório que fomos consultar porque foi recolhido um cão junto a uma escola, na mesma data indicada. Mas estamos a partir do pressuposto que é o caso que circulou nas redes sociais e que se trata do animal eutanasiado no canil, embora sem certezas.”

A vereadora voltou a referir que “em dois momentos, e com dois equipamentos, foi tentada a leitura do chip, e não foi possível. O animal foi acolhido no canil e segundo o relatório do veterinário camarário, que neste momento já nem se encontra ao serviço do município, o animal deu entrada no dia 24 de Março, «sem microchip, com sintomas de transtorno neurológico e perda acentuada de equilíbrio, a quem foi aplicada medicação com corticoides, mas o canídeo não apresentou melhorias.

No dia 31 de Março, o animal encontrava-se em choque e com convulsões, sendo o quadro grave e irreversível, pelo que se procedeu à eutanásia do mesmo.»”

A terminar o assunto, Carlos Albino deixou ainda a hipótese do animal eutanasiado “não ser o mesmo que estava a ser procurado, porque não foi possível ler o microchip de identificação. O que não faltam são animais similares entre si.

Caso se trate do mesmo animal, agora que se desenvolvam todos os procedimentos e que se apure a verdade.”


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