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Moçambique: mais de 200 mortos e o pior pode ainda não ter passado

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusichefe, atualizou o número de mortes de 84 para mais de 200.

“Pela informação que nos foi fornecida aqui, neste contexto de mortes confirmadas (…) estamos nos 200 e tal”, disse  o chefe de Estado, acrescentando que receia que o número ultrapasse os 1000 mortos.

“Porque a situação está grave, o Governo vai decretar a emergência nacional na República de Moçambique”, referiu Filipe Nyusichefe que anunciou ainda três dias de luto nacional em Moçambique a partir de 20 de março.

A Cruz Vermelha Internacional na região da Beira, a mais afetada pelo ciclone Idai,revelou que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas.

“Grande parte da Beira está destruída, vilas e cidades inteiras estão completamente inundadas e muitas famílias perderam tudo”, referiu um responsável da Cruz Vermelha Internacional.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários alertou que as próximas 72 horas serão “críticas” para Moçambique, devido aos efeitos do ciclone Idai, com previsão de cheias nas bacias dos rios Buzi e Pungoe.

Estão previstas chuvas fortes até dia 21 de março e as barragens próximas a algumas aldeias estão no limite.

Fortes chuvas e ventos de 170 quilómetros por hora, atingiram estes países na quinta-feira passada.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) admite que o ciclone Idai poderá ser “um dos piores desastres climáticos no hemisfério sul”, caso se confirmem os números de vítimas mortais estimados pelo Presidente moçambicano.


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