BarreiroReportagem

Rui Braga admite ‘nem tudo está bem na recolha de resíduos no Barreiro’

O vereador da Câmara Municipal do Barreiro, Rui Braga (PS), admitiu que existem problemas a resolver no novo modelo de recolha de resíduos no concelho.

Durante a Assembleia Municipal que se realiza esta noite, o vereador respondia ao deputado municipal da CDU André Carmo, que acusou o executivo PS de “opacidade” por não divulgar resultados de um estudo sobre resíduos, nem esclarecer devidamente a população sobre o novo processo de recolha, que designou como ‘privatização’.  

Considerando que “a recolha bilateral é uma opção política deste executivo e foi tema central da nossa campanha”, Rui Braga relembrou que “em anteriores mandatos, que não do PS, já se tomava como ‘melhor opção’ esta solução para resolver e melhorar a eficiência da recolha de resíduos.

Por isso não inventámos a roda, pedimos sim aos técnicos desta casa que nos fizessem um reestudo para resolvermos o problema que temos na recolha de resíduos.”

O vereador admitiu que a solução de recolha bilateral “tem um custo, mas continuamos convencidos de que este é o caminho a seguir. Mas não vamos privatizar o serviço, o que está em vigor é uma prestação de serviços, que não se pode confundir com privatização nem com concessão.”

Relativamente ao novo processo, explicou que “estamos a reforçar o nosso serviço de recolha, porque não temos défice apenas na recolha de resíduos sólidos urbanos, temos défice na recolha de monos e de verdes. O serviço que prestamos à população é deficitário e tem de ser melhorado e reforçado para tentarmos manter os níveis de qualidade de serviço que entendemos que os barreirenses merecem.”

Para Rui Braga “o método de recolha bilateral é o que o Barreiro tem de ter daqui a cinco ou a dez anos, e esse serviço deve ser prestado a cem por cento pela autarquia.

A nossa zona urbana central, que alargámos agora a Santo André, deve ser alargado ao Barreiro e ao Lavradio.”

E apontou as vantagens deste método: “não temos despesas com gasóleo, porque as viaturas andam a gás; as viaturas têm uma tecnologia que permite a recolha sem que o operador saia; o ruído urbano é reduzido porque os contentores aumentaram a capacidade.”

Apesar dos benefícios, Rui Braga admitiu que “estamos a implementar um serviço novo, em que nem tudo está bem. Estamos com dificuldades, a nossa frota precisa de muita manutenção, as nossas equipas fazem as horas necessárias para compensar.”

No entanto este novo método, que retira também vários contentores de recolha de resíduos, não está a agradar aos munícipes de Santo André, que em protesto têm colocado os seus resíduos nos locais onde durante anos se mantiveram os contentores.

O Diário do Distrito contactou a autarquia para obter alguns esclarecimentos, aguardando agora resposta da Divisão de Gestão Comercial.


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