Crime

Militar da GNR acusado de vários crimes de violência doméstica

O Ministério Público de Leiria acusou um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) dos crimes de violência doméstica sobre a ex-mulher e ainda perseguição, devassa da vida privada, acesso indevido, perturbação da vida privada e violação de domicílio.

Noo despacho de acusação lê-se que, não obstante o divórcio do casal em Dezembro de 2021, o arguido “adoptou uma atitude agressiva e conflituosa para com a vítima por via de ciúmes excessivos”, tentando controlar com quem ela “se relacionava ao longo do dia e para onde se deslocava, não aceitando que se relacione com outras pessoas e amigos”, em especial homens, e “procurando saber, a todo o dia e a toda a hora”, com quem e em que locais se encontra, “enviando-lhe, a todo o dia e toda a hora”, mensagens pelo WhatsApp.

O Ministério Público (MP) sustentou que o arguido, de 31 anos e a prestar serviço no Posto Territorial de São Martinho do Porto, “segue a ofendida (…) à distância sem se fazer notar” e, para seguir “os movimentos e localizações da ofendida” de forma remota, colocou, na primeira quinzena de Maio, um dispositivo localizador GPS no carro usado por aquela.

O militar está sujeito às medidas de coacção de proibição de contactar, por qualquer meio, com a ofendida (exceptuando por mensagem escrita os assuntos relativos ao exercício das responsabilidades parentais dos filhos menores e assuntos urgentes sobre estes) e proibição de permanecer ou frequentar a residência e o local de trabalho daquela ou onde esta se encontre, com excepção dos eventos onde estejam presentes os filhos comuns.


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