Guimarães

Empresa têxtil ucraniana muda-se para Guimarães e dá trabalho a 20 pessoas

A operar desde Julho de 2022, as trabalhadoras têxteis da Love Lace produzem vestidos de noiva, de cerimónia e de cocktail, que ou são exportados para 32 países ou vendidos directamente ou ainda através do site da empresa.

As trabalhadoras ucranianas e cerca de 40 máquinas de costura rumaram a Guimarães após a invasão russa para dar continuidade à produção de vestidos de noiva e de cerimónia de uma confecção em Cherkassy, a 200 quilómetros da capital ucraniana Kiev.

“Há cerca de um ano, quando a guerra rebentou, a gerente da empresa holandesa, que é a CEO [directora executiva] e minha amiga há muitos anos, telefonou-me a perguntar se estaria disposto a ajudá-la num processo de criação de uma empresa portuguesa que acolhesse ucranianos. Os ucranianos que estavam a trabalhar na Ucrânia viriam para Guimarães, uma cidade que ela já conhece, e aí montar-se-ia uma empresa para fazer exactamente aquilo que se fazia na Ucrânia”, explica à agência Lusa Miguel Pimenta.

O engenheiro têxtil de formação é o responsável pela Love Lace, confecção que se instalou em Mesão Frio, Guimarães. “Neste momento estão 20 pessoas a trabalhar. Dois portugueses e 18 ucranianos. Temos dois homens, um [deles] mecânico. Alguns homens conseguiram sair da Ucrânia, porque tinham problemas. Um tem problemas de rins, tem de fazer hemodiálise permanente. Conseguiu sair da Ucrânia e em Portugal teve de se arranjar forma de ele ter os tratamentos, dia sim, dia não. O outro senhor conseguiu sair porque tem um filho com autismo. Teve de se tratar para que o filho pudesse ter acompanhamento clínico”, conta Miguel Pimenta.

Guimarães acolheu, desde o início da guerra, 234 cidadãos vindos da Ucrânia, segundo dados facultados à Lusa pelo município, dos quais “85% são licenciados/mestres”, que “trabalham em diversas empresas e IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] do concelho”.


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