Economia

AHRESP considera que novas restrições são ‘discriminatórias’

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) disse, esta segunda-feira, que o novo estado de emergência pode condenar o setor e irá endereçar uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, a exigir medidas compensatórias «proporcionais e adequadas».

Em comunicado, a AHRESP frisa que «o novo estado de emergência pode condenar restauração, similares e alojamento turístico» ao proibir a circulação na via pública nos 121 concelhos de risco, diariamente entre as 23h00 e as 05h00 e aos sábados e domingos entre as 13h00 e as 05h0.

A associação vai endereçar uma carta aberta ao primeiro-ministro, a dar conta da situação e «exigindo medidas compensatórias que sejam proporcionais e adequadas aos sacrifícios que estão a ser impostos às empresas do setor».

No documento, a AHRESP refere que «a pesar de não incidir diretamente sobre os horários dos estabelecimentos, esta determinação acaba por impedir o respetivo funcionamento por ausência de clientes, principalmente aos fins de semana, que correspondem a uma parte substancial das suas receitas» mas que «por outro lado, inexplicavelmente, permite-se as deslocações aos supermercados e mercearias, mas não aos nossos estabelecimentos».


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