Distrito de SetúbalEconomia

Navigator Company mantém lay-off durante junho

A empresa Navigator Company, Setúbal, irá manter a redução parcial de produção e recorrer ao regime do lay-off simplificado durante junho.

Perante esta decisão a Organização Regional de Setúbal do PCP (DORS) emitiu ontem um comunicado, no qual considera «injustificável» esta decisão que «afecta as condições de vida de 1199 trabalhadores, dos quais 112 se encontram no regime de lay-off total e 1087 em lay-off parcial».

Para a DORS esta decisão «é o culminar de um processo desenvolvido ao longo da crise epidemiológica visando concretizar alterações nas relações laborais e no funcionamento da empresa que lhe permitam aumentar os seus lucros à conta de uma maior exploração dos trabalhadores».

O Diário do Distrito solicitou esclarecimentos à Navigator que remeteu o comunicado divulgado no dia 20 de Maio, no qual dá conta que «o número de colaboradores afectados pelo lay-off é de 1.201, dos quais apenas 97 em lay-off integral» e salienta ainda que «no que diz respeito a Equivalentes a Tempo Inteiro, estarão em lay-off menos de 13% do universo total de trabalhadores da empresa, que garante a todos os colaboradores a totalidade do rendimento».

A empresa indica que decidiu renovar «até ao final de junho, a redução parcial de produção de papel UWF (papel de impressão e escrita)» devido à diminuição de encomendas, e num contexto de redução das vendas de papel de impressão e escrita, a produção integrada de pasta foi ajustada de acordo com as necessidades de laboração das máquinas de papel».

Desta forma a fábrica de Pasta de Aveiro, «que alimenta a fábrica de Tissue e produz pasta para mercado», as fábricas de Aveiro e de Vila Velha de Rodão «continuam a operar dentro da normalidade e sem restrições nas suas operações».

O PCP acusa ainda a empresa de não ter gerido de forma adequada a crise causada pelo covid-19 «ou seja, não tomou medidas que fossem ajustando os ritmos produtivos nas diversas unidades industriais à procura» e de não ter estabelecido um plano de contingência, mas «tentado desde a primeira hora, alterar horários, cortar nos transportes, etc.», e de não  ter discutido com as estruturas dos trabalhadores «um plano de redução do horário de trabalho (para menor sobreposição de turnos sem qualquer redução de salários e ou de direitos), e de paragens faseadas para antecipação de operações de manutenção que lhe permitissem acomodar a produção, à procura existente».

No referido comunicado emitido pela Navigator, a empresa dá conta de que implementou «logo no final de fevereiro, um plano de contingência que tem por base as indicações da Direção-Geral de Saúde, tendo criado também um Gabinete responsável por gerir e acompanhar a evolução da propagação do Covid-19, com reporte directo e reuniões regulares com a Comissão Executiva do Grupo».

O Grupo lançou também diversas iniciativas de apoio às populações nos concelhos onde opera, nomeadamente co-doando equipamento de radiologia digital ao hospital da Figueira da Foz, doações recorrentes de diverso material de proteção aos hospitais de Setúbal e de Aveiro e oferta de papel de apoio ao estudo a 3600 crianças de famílias carenciadas.


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