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Francisco Jesus faz balanço do primeiro ano do seu segundo mandato em entrevista

Para assinalar o primeiro ano do segundo mandato, o Diário do Distrito entrevistou o autarca de Sesimbra Francisco Jesus. Com o político falámos sobre vários temas importantes.

Muitas são as obras que vistas como primordiais. Nas áreas da educação e da justiça destacam-se o pedido de uma escola do ensino secundário na Quinta do Conde e um novo tribunal que será construído junto a moagem de Sampaio. «São obras com responsabilidade da administração central. Ambas as obras, para além de outras, consideramos fundamentais para o desenvolvimento do concelho. Em relação a escola secundária na Quinta do Conde, pedimos esse equipamento há muito tempo, mas não há nenhuma novidade em relação a essa matéria. Quanto ao tribunal, estamos a falar de uma ambição conjunta. O nosso tribunal está com condições dramáticas para quem aguarda já que não há espaço. Temos o terreno, fizemos o projeto e sabemos que todos os anos é pedido ao Ministério das Finanças para que este concurso seja lançado. O que eu sei, e que é recente, é a existência da comarca para retomar este processo. Isto não se pode eternizar», sobre estes dois equipamentos, o presidente acredita que o tribunal é aquele que está mais próximo de ser uma realidade (em 2019 tinha um custo orçado de 2,3 milhões de euros).   

A falta de transportes é uma queixa recorrente. Isto porque a procura é cada vez maior (muito devido a redução dos passes) em comparação com a oferta. A Carris Metropolitana está com o serviço a operar a 97% em Sesimbra. «Este é um tema sempre complexo. Neste momento, e comparando com outros lotes, as coisas estão mais estabilizadas. A falta de motoristas é um problema transversal em todos os lotes. A isto junta-se alguma dificuldade na operação da gestão dos transportes. No concelho de Sesimbra, naquelas que estão implementadas, estamos com dificuldades em 2 ou 3. As queixas são cada vez menores».

Sem fábricas ou indústrias pesadas, o turismo é o principal motor da economia do concelho. Para conseguir mais camas, irá nascer um empreendimento que está a fazer correr “muita tinta”. Em relação ao projeto previsto para a Mata de Sesimbra, Francisco Jesus explicou que «não há nada aprovado que vá contra os planos de gestão territorial do município. Hoje, e nós próprios reconhecemos, o modelo de procura turística mudou, pois, as pessoas querem se envolver na vida local. Desde a aprovação do Plano de Pormenor, que é da Autarquia, houve um conjunto de vozes que se levantaram. São fantasmas que se reavivaram. Não atingimos nem 25% do que se pode fazer. Estamos a falar de um hotel com dois aldeamentos turísticos, uma escola de golfe e a pretensão do promotor de ter uma escola de surf aberta todo o ano com uma piscina de ondas». O autarca acredita que esta será uma mais-valia económica para o concelho, já que o empreendimento pretende criar até 1100 e 1300 postos de trabalho e construir a estrada dos Almocreves, uma das contrapartidas para ajudar na coesão.


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