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CHEGA apresenta queixa por ‘crimes graves’ na manifestação pela habitação de sábado

André Ventura, líder do partido Chega, anunciou esta segunda-feira que irá apresentar uma participação ao Ministério Público, depois dos incidentes ocorridos na manifestação pela habitação que decorreu no sábado.

Classificando o ocorrido como ‘crimes graves’ de que foram alvo três deputados do Chega, André Ventura criticou também o silêncio de Santos Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa na sede do partido, onde André Ventura afirmou que aquilo que aconteceu em Lisboa na manifestação pela habitação foi que «deputados do Chega foram escoltados enquanto eram agredidos com murros e pontapés, empurrados, cuspidos, tendo alguns deles sido mesmo ameaçados de morte».

As imagens captadas pelas televisões vão servir de prova, entregue às autoridades, e acrescentou que «os incidentes de sábado configuram um baixo nível de democracia interna e um regime de hostilidade permanente face a um partido e os seus representantes».

Recusando responder à violência com violência, André Ventura referiu que «entregaremos uma participação ao Ministério Público não só pelo crime de coação contra órgãos constitucionais, previsto no código penal, como ainda as ofensas e as ameaças de morte a vários deputados, algumas delas filmadas e captadas em imagem».

Com críticas para o Presidente da República e para o Presidente da Assembleia da República, o líder do Chega adiantou que no plenário do parlamento de terça-feira o partido vai mostrar a Santos Silva «que se é cobarde não tem lugar enquanto presidente da Assembleia da República».

No sábado, uma comitiva do Chega com três deputados Rui Paulo Sousa, Filipe Melo e Jorge Galveias, foi escoltada pela Polícia de Segurança Pública (PSP) para fora do local onde estava a decorrer uma manifestação pela habitação e justiça climática, em Lisboa, após protestos de participantes.

Apupados com palavras como «racistas, fascistas, não passarão», os deputados foram cercados pelos manifestantes, o que levou a uma equipa de intervenção rápida da PSP a formar um cordão de segurança no qual foram escoltados para fora do local da manifestação.


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