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Carris Metropolitana: “A melhor maneira de matar um projeto é ele não funcionar”

A noite de 8 de novembro, em Palmela, foi guardada, para uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal, com a presença de representantes da TML (Transportes Metropolitanos de Lisboa) e AML (Área Metropolitana de Lisboa) e com o tema central a desenrolar-se a partir de uma fotografia que dizia “mais linhas para Palmela”.

As bancadas partidárias tiveram direito à intervenção, ao levantamento de questões e ao pedido de esclarecimento de dúvidas relacionadas com o desempenho dos autocarros na área 4, em concreto no concelho de Palmela, que, desde o início da operação da Alsa Todi, vencedora do concurso, tem importunado, alterado e dificultado a vida dos munícipes com atrasos e supressão de carreiras, entre outros constrangimentos reclamados.

A CDU reforçou que a preocupação central “são os habitantes” com o pedido de “reivindicação do caderno de encargos” e o cumprimento deste “direito constitucional” que se ilustra pela deslocação em transportes públicos. O PS acusa os responsáveis de “não estarem criadas condições necessárias” e “objetivos delineados” remetendo para “quando foi lançado o concurso”. O MCCP questionou acerca dos anexos contratuais que pediam para “estar disponíveis” para compreender “se estava tudo preparado para iniciar” no dia 1 de junho.

“A melhor maneira de matar um projeto é ele não funcionar” – foi com este mote que o PSD começou a sua intervenção, alegando ainda que, desde o funcionamento da marca Carris Metropolitana na área 4, “muitas pessoas deixaram de andar de autocarro”, mas, para muitos, continuam em risco “postos de trabalho”, ressalvando-se os atrasos às aulas dos estudantes. Já o CHEGA, pede a resolução deste “serviço alargado e abrangente”, como um “plano coletivo em ação”.

Carlos Humberto, representante da AML, ressalva que “os eleitos de tudo estão a fazer para defender os direitos dos cidadãos”. Faustino Gomes, presidente da TML, indica que não haverá descanso – ao invés, existe uma “monotorização” para “encontrar soluções”, numa busca por “estabilidade” e posterior análise de ajustes necessários para um bom funcionamento da operação. Existem, explica, “duas vertentes” contratuais – a “operacional”, diretamente ligada aos motoristas e a “jurídica”, que se identifica pela gestão e acompanhamento do operador (Alsa Todi).

“Existiam todas as condições necessárias para o arranque e estava tudo verificado”, com as condições laborais dos trabalhadores asseguradas e com estes a demonstrarem no início da operação e no “processo de transição” vontade em “continuar a fazer as linhas TST”, com a ressalva de que os motoristas são “uma responsabilidade do operador”.

Rui Lopo, da TML, esclareceu que o pagamento é realizado “ao KM” e que esse cálculo é feito, mas há necessidade de “revisão, afinação, correção” de horários e carreiras “constante”, com as reclamações a “descer progressivamente” à medida que se vai gerindo toda a situação.

“Este projeto é de todos nós”, enaltece Carlos Humberto, com uma “convergência global”, com a preocupação de existirem “patamares de mobilidade que correspondessem à vida atual”. ´

A falta de motoristas não é um problema singular – também o “sistema tecnológico” não está a funcionar plenamente. Com a Carris Metropolitana, há uma “oferta maior”, com “procura maior”, mas “com falhas”, que estão a ser gerenciadas e progressivamente corrigidas.


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