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Viagens no tempo e no espaço – a literatura e o blackjack

Literatura e viagens no tempo, fique a conhecer

“Todos temos máquinas do tempo: as que nos levam para o passado são memórias, as que nos levam para o futuro são sonho”- A Máquina da Tempo- H. G. Wells

Viajar no tempo é um conceito que nos cativa desde que há memória, inspirando primeiro a literatura e, depois, o entretenimento que é inspirado por ela. Uma das primeiras expressões literárias do desejo por escapismo na literatura terá tido lugar em 1885, com a publicação daquela que é considerada a primeira obra de ficção científica: A Máquina do Tempo, de H. G. Wells. Desde então, o género da ficção científica tornou-se muito popular quer na literatura, quer na sétima arte, que, entretanto surgiu. Aliás, nestes dois meios, o gosto pela viagem no tempo está igualmente associado a outro género literário da máxima relevância: o do romance histórico.

A magia da Idade Média

Efetivamente, a combinação destes dois géneros, ficção científica e romance histórico, tem-nos encantado ao longo de décadas e gerado inúmeros bestsellers. Qual dos nossos leitores não leu, ou, pelo menos, não assistiu à trilogia do Senhor dos Anéis, obra escrita por J. R. R. Tolkien e realizada para cinema por Peter Jackson?! Mais recentemente, assistimos também ao boom da Guerra dos Tronos, série da HBO inspirada na obra de George R. R. Martin, onde a combinação de História e ficção se tornou ainda mais evidente. É caso para dizer que a cultura ocidental está fascinada pela idade média, levando-nos a refletir sobre o passado. Uma busca pelos diferentes catálogos das plataformas de streaming resultará em inúmeros títulos baseados nesta fórmula vencedora.

Na vida real, fora das telas, Portugal conta atualmente com uma preenchida agenda de feiras medievais que denotam o verdadeiro entusiasmo que também os portugueses sentem em relação ao tempo dos cavaleiros e jograis; temos a acrescentar que a música e a boa comida também contribuirão bastante para este recente interesse!

Produções épicas em Portugal

Mas não somos só nós que estamos encantados com a nossa história medieval! De facto, têm sido várias as grandes produtoras que têm procurado o nosso país para filmar filmes e séries de época e, tendo em conta as nossas paisagens e monumentos, é natural que assim seja. Por exemplo, House of the Dragon (o spinoff da Guerra dos Tronos) foi filmado em Monsanto e O Homem que Matou Don Quixote, de Terry Gilliam, foi filmado no Convento de Cristo, em Tomar. Como o título deixa adivinhar, o filme irreverente, cuja rodagem gerou alguma polémica, é baseado na obra Dom Quixote de la Mancha.

Ian Fleming e blackjack

Curiosamente, é na obra de Cervantes, um dos mais importantes autores do Renascimento castelhano do séc. XVII, que encontramos a primeira referência literária ao blackjack, então designado por 21. No entanto, como é bem sabido, seria no género da espionagem, e sob a batuta do britânico Ian Fleming, já no séc. XX, que o espião mais conhecido de sempre, ao serviço de Sua Majestade, nos contaria as mais charmosas histórias de blackjack, tornando-o verdadeiramente popular. Ora bem, reza a história que Fleming, em missão em Portugal como oficial da marinha, se inspirou nas suas experiências no Casino Estoril e num carismático espião sérvio, de nome Dusko Popov, para escrever os seus romances. Recordamos que a neutralidade portuguesa em relação à Segunda Guerra Mundial permitiu a livre circulação por Lisboa de espiões das duas fações em conflito, havendo histórias de que todos se encontravam no Casino Estoril, o mais antigo da Europa, para jogar e conspirar.

O blackjack além de Fleming

O jogo de blackjack já não está, felizmente, limitada a uma sala de casino física, sendo possível jogá-lo em casa ou nos dispositivos móveis (smartphones e tablets, com sistemas Android e iOS). Efetivamente, com a difusão dos smartphones, na década de 2000, as aplicações com este clássico explodiram, respondendo à procura do mercado. 

E à medida que o software foi evoluindo e a disponibilização de internet móvel generalizou-se, a experiência de jogo otimizou-se igualmente, até chegar ao momento atual, que em nada deve à experiência que seria possível numa sala real, graças aos gráficos e efeitos sonoros de enorme realismo. Além do mais, na sua versão online, o blackjack continua a ser uma experiência social, graças aos dealers reais e à função de chat que permite a interação com outros jogadores. Já não é preciso replicar o tão famoso agente secreto britânico no Casino do Estoril, só ligar um dispositivo e jogar do conforto de casa.

A história é romântica, mas o mundo moderno e as suas potencialidades, com verdadeiras maravilhas da tecnologia, é concreto, prático e útil. Um viajante do passado ao nosso tempo iria decerto ficar arrebatado com a facilidade e realismo que os avanços tecnológicos oferecem.


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