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PSP e GNR abrem processos disciplinares a manifestantes

O Diretor Nacional da PSP informou que irá abrir processos a agentes identificados na manifestação ilegal junto ao Capitólio. A GNR avança que irá tomar a mesma medida. O caos está montado nas forças de segurança.

O mal-estar dentro da PSP e da GNR é notório, e o diretor nacional da PSP e o comandante-geral da GNR já manifestaram que não ficaram agradados com as imagens onde participaram polícias e militares na manifestação não autorizada junto ao Capitólio, em Lisboa.

A decisão foi de última hora, onde homens e mulheres das forças de segurança decidiram deslocar-se do Terreiro do Paço até ao Capitólio na passada segunda-feira, antes do debate com Luís Montenegro (PSD/AD) e Pedro Nuno Santos (PS), atitude que levou o diretor nacional da PSP enviar para as redações uma nota a informar que já foi aberto um inquérito e uma queixa para o ministério público. A GNR quer perceber se nessa manifestação ilegal estariam operacionais os seus que aderiram ao protesto.

A manifestação no Capitólio não foi uma decisão espontânea, a mesma já estaria preparada a algumas semanas através das redes sociais. A plataforma que junta 11 sindicatos que se estão a manifestar pela atribuição do subsídio de missão atribuído à PJ (1026 €/mês), levou as forças de autoridades (GNR, Guardas Prisionais e PSP) juntarem-se em protesto. O último aconteceu no Terreiro do Paço, com mais de 3.000 manifestantes, de onde saiu a sua maioria em direção ao Capitólio. A plataforma já fez saber que não participou nessa manifestação que considera ilegal, por não estar autorizada, mesmo assim com o comportamento exemplar dos polícias.

O PS na Câmara de Lisboa avançou junto do gabinete do presidente, Carlos Moedas, a pedir que seja apresentada uma queixa da manifestação que apelidam de ser um “cerco ao Capitólio”. A situação está a provocar mal-estar dentro das duas forças de segurança que prometem não baixar os braços.

2 anos de desobediência

A manifestação feita no Capitólio poderá levar a um crime de desobediência qualificada, com o máximo de dois anos de prisão. Em causa está o desrespeito da lei 406/74 que regula as manifestações em Portugal.


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comentário

  1. Deviam abrir um processo ais juizes e ao ministério público para acabarem a essas acusações de parte a parte na praça pública