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Deputados voltam a Quinta do Conde para Assembleia descentralizada três anos depois

Na Assembleia Municipal, que aconteceu no Centro Cultural, Social e Recreativo “A Voz do Alentejo”, na Quinta do Conde, os deputados aprovaram o orçamento para o próximo ano. A última assembleia descentralizada na Quinta do Conde tinha acontecido já há 3 anos. Este orçamento, que terá um total de 77 milhões de euros, será o maior da história de Sesimbra. Este orçamento é visto, pelo próprio presidente, como otimista. O mesmo foi aprovado por unanimidade pela autarquia.

Durante a assembleia, os deputados do PS e da CDU apresentaram visões diferentes daquele espírito de união que os vereadores destes partidos demonstram no executivo. O deputado da CDU, Vítor Antunes, deu os parabéns por um orçamento que, para si, coloca o bem-estar concelhio por cima do de cada partido. Pede-se um concelho mais coeso e solidário. A divida a médio e longo prazo, no fim do ano, será de 7 milhões.

Para o vereador José Polido, não se deve deixar às futuras gerações um município endividado. O deputado social-democrata Carlos Filipe Oliveira reforçou que há dinheiro, mas parece não haver vontade para mudar. «Como vou acreditar neste orçamento quando parece que o senhor presidente não acredita nele?». «O orçamento votado aqui hoje é um exercício contabilístico diferenciado», admitiu o eleito do Bloco de Esquerda, Carlos Macedo, sobre o orçamento que vai gerir a gestão autárquica do próximo ano.

Educação leva a “fatia de leão” do orçamento

A educação (5,8 milhões) será a área que mais vai receber do orçamento, isto muito devido ao facto de a gestão das escolas terem passado para as mãos da autarquia. No próximo ano vão prosseguir as obras de requalificação e ampliação da Escola Navegador Rodrigues Soromenho. Só no dia 2 de dezembro o terreno foi limpo, mas esta obra esteve parada quase um ano. «Há uma clara necessidade de haver intervenções, de menor ou maior amplitude», lembrou Francisco Jesus sobre a falta de investimento que as escolas de segundo e terceiro ciclo tiveram por parte da administração central.

Em janeiro ou fevereiro a Capela de São Sebastião será reaberta. Também no primeiro trimestre do ano deverá abrir a nova USF de Sesimbra. Na Quinta do Conde, o Anfiteatro da Boa Água será requalificado para dotar a localidade de um novo espaço cultural. Aqui ficará o novo Spot das Artes. A construção do novo Tribunal e Posto Territorial da GNR continuam a merecer toda a atenção.

A limpeza urbana e o fraco estado das vias de comunicação (a população da Quinta do Conde tem se queixado do excesso de buracos) continuam a ser apontados como pontos negativos do trabalho autárquico. Nesta reunião, a última antes do fim do ano, também foram discutidas as Grandes Opções do Plano, com um valor global de 36,4 milhões. A abertura da Lagoa de Albufeira e a manutenção dos parques públicos são alguns dos tópicos que fazem parte do item de defesa do meio ambiente (que vai ter um encargo de 1,1 milhões). Para a promoção dos produtos locais, como é o caso da Farinha Torrada, está previsto um gasto de 510 mil euros. Silvia Montanha, do CHEGA, considera as medidas que fazem parte deste orçamento são populistas.


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