Voluntário ucraniano sobrevive a ataque de drone russo durante resgate de cães
Um voluntário ucraniano que participava numa missão de resgate de animais sobreviveu a um ataque de drone russo perto da linha da frente no leste da Ucrânia. O ataque atingiu o veículo onde seguiam vários cães acabados de resgatar, provocando ferimentos em dois voluntários e a morte de um dos animais.
O voluntário ucraniano Ruslan Horbal, da organização Animal Rescue Kharkiv (ARK), sobreviveu a um ataque de drone russo enquanto participava numa missão de resgate de cães abandonados junto à frente de combate na cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia.
O ataque ocorreu poucos momentos depois de os voluntários terem colocado vários animais no veículo para serem transportados para uma zona segura. Segundo Horbal, uma explosão atingiu a viatura sem aviso prévio.
“Aconteceu tudo muito rápido. Houve uma explosão, fumo e vidro por todo o lado”, relatou.



O voluntário, de 43 anos, sofreu ferimentos no olho e na orelha. Outro elemento da equipa, um voluntário francês identificado como Florian, ficou gravemente ferido num braço e num olho.
Apesar dos ferimentos, Horbal conseguiu retirar o companheiro do veículo, aplicar um torniquete para estancar a hemorragia e conduzir ambos até um hospital em Kramatorsk.
O ataque provocou ainda a morte de um dos cães que acabara de ser resgatado. Os restantes animais sobreviveram e foram posteriormente transportados para um local seguro.
A Animal Rescue Kharkiv, apoiada financeiramente pela organização PETA, já resgatou mais de 32 mil animais desde o início da invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022.
As equipas da organização operam frequentemente em algumas das zonas mais perigosas da Ucrânia, incluindo as regiões de Kharkiv e Donetsk, onde continuam a ocorrer ataques regulares com drones, mísseis e artilharia.
Segundo Horbal, o trabalho é realizado com plena consciência dos riscos.
“Claro que temos medo. Não somos loucos. Sabemos do perigo. Mas os animais continuam lá e não conseguem chegar sozinhos a um lugar seguro.”
O voluntário afirma agora estar concentrado na recuperação física, mas garante que a missão de resgate continuará.
“Estou grato por estar vivo. Ainda preciso de tratamentos e cirurgia, mas sei que continuam a existir animais perto da linha da frente que precisam de ajuda.”
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