Questionada sobre o impacto das (possíveis) medidas da empresa nas operações da central de Palmela, uma fonte oficial da Volkswagen (VW) respondeu que a situação da empresa é “séria” e que estão a trabalhar para manter a “sustentabilidade” dos negócios, o que implica uma negociação atenta com os seus “parceiros”. Segundo a empresa: “A Volkswagen está num momento decisivo na sua história corporativa. A situação é séria, e a responsabilidade dos parceiros envolvidos nas negociações é imensa”.
No mês passado, a direção da VW anunciou planos para encerrar pelo menos três fábricas na Alemanha, reduzir o quadro de trabalhadores em várias dezenas de milhares e cortar os salários dos restantes em 10%, segundo informações dos representantes dos trabalhadores.
A empresa optou por não detalhar que medidas estão de facto em cima da mesa, mas frisou a necessidade de encontrar soluções que garantam a saúde económica dos investimentos: sobre as discussões relativas ao futuro da empresa na Alemanha, a empresa explica que está a trabalhar com os seus colaboradores “para encontrar formas que nos permitam continuar a investir de maneira sustentável nos nossos produtos e tecnologias”. Para a Volkswagen, essa é “a única maneira” de “reequilibrar as bases fundamentais de rentabilidade e emprego.”
O Diário do Distrito questionou ainda sobre a possibilidade de impactos diretos nos trabalhadores da fábrica da Autoeuropa em Palmela, mas a direção recusou-se a comentar as discussões internas em curso com a IG Metal, o maior sindicato do setor metalúrgico.
A eleição de Donald Trump
Os negócios da Volkswagen estendem-se até aos Estados Unidos, onde a empresa emprega milhares de trabalhadores. Após a eleição do 47.º presidente dos EUA, é expectável que existam impactos nas exportações europeias, devido à imposição de taxas sobre vários produtos e industrias, incluindo no setor automóvel.
Como parte do mercado norte-americano, onde emprega diretamente cerca de 10 mil trabalhadores, principalmente na fábrica em Chattanooga, Tennessee, e no setor Truck and Bus, a VW destacou a importância do mercado norte-americano: “Os EUA são e continuam a ser um mercado importante para o Grupo Volkswagen.” No entanto, a empresa frisou a importância do “comércio livre” como base para o “crescimento” e “prosperidade”, mas preferiu não “especular” sobre os possíveis impactos de políticas futuras nos seus negócios com os Estados Unidos.
“Como uma empresa global, sabemos a importância do livre comércio e dos mercados abertos. A base do crescimento e da prosperidade.“, destacou.
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