Viver em Setúbal está a tornar-se um luxo e os próprios residentes estão a ser empurrados para fora
O aumento acelerado do preço das casas e das rendas no distrito de Setúbal está a transformar a região num território cada vez menos acessível para quem sempre viveu aqui. Entre salários que não acompanham a subida do custo de vida e uma procura imobiliária cada vez maior, cresce a preocupação de que muitos residentes estejam a ser empurrados para fora da sua própria terra.

Há uma mudança profunda a acontecer no distrito de Setúbal e cada vez mais pessoas começam a senti-la no bolso. O acesso à habitação tornou-se um dos maiores problemas da região, com preços de compra e arrendamento a subir a um ritmo que muitos consideram impossível de acompanhar.
Durante anos, Setúbal foi vista como uma alternativa mais acessível para quem trabalhava na Área Metropolitana de Lisboa. Hoje, essa realidade começa a desaparecer. Em vários concelhos do distrito, encontrar casa a preços compatíveis com os salários da região tornou-se uma tarefa cada vez mais difícil.
O problema é particularmente sentido pelos mais jovens. Muitos que cresceram no distrito dizem não conseguir comprar casa na terra onde nasceram, sendo obrigados a procurar soluções cada vez mais longe ou a continuar a viver com familiares durante mais tempo.
Ao mesmo tempo, o distrito tem atraído novos residentes, incluindo pessoas vindas de outras zonas do país e também do estrangeiro, o que aumenta a pressão sobre o mercado imobiliário. A procura cresce e os preços acompanham essa subida.
Apesar do debate crescente entre a população, muitos consideram que a discussão política ainda não acompanha a gravidade do problema. A falta de habitação acessível e o aumento do custo de vida começam a ser apontados como um dos maiores desafios para o futuro da região.
Para muitos residentes, a preocupação é simples: continuar a viver no distrito onde sempre construíram a sua vida pode deixar de ser uma opção.
E essa é uma realidade que Setúbal já não pode continuar a ignorar.
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