Opinião

VIROSE LONGA OU A MORRER DA CURA?

As opiniões expressas neste artigo são pessoais e vinculam apenas e somente o seu autor.

Volvidos quatro anos a poeira ainda não assentou, não tem fim à vista e sufoca-nos assumindo múltiplas formas – e o Sahara não tem a culpa…

Sem desvirtuar a inflação, o empobrecimento do povo, a ruína dos pequenos negócios, a Guerra, os fluxos migratórios não regulados – que mais se assemelham a êxodos (ou invasões) e sem esconder o aumento da criminalidade violenta. Assistimos à óbvia deterioração da sanidade, mental e física, da população mas também ao crescente e consistente aumento da mortalidade por todas as causas e em todas a faixas etárias. Estaremos a morrer da cura?

Dentre as etiologias para a mortalidade excessiva (que já nem o “Eixo do Mal” consegue calar) destaca-se a Morte Súbita quer de causa cardiovascular (p/ex. Enfarte) quer cerebrovascular (AVC).

Por outro lado, a liderar o pelotão da morbilidade, encontramos a miocardite, que de entidade nosológica pouco frequente, passou a estar “de moda”. Taco a taco com a  demência rapidamente progressiva, as doenças auto-imunes (de novo ou com agravamento inexplicável), os surtos de “Zona”, as hepatites “mistério”, o aumento da incidência da Tuberculose e o aumento catastrófico de cancros, com evolução fulminante e agressiva, em gente jovem e/ou sem factores de risco.

Volvidos quatro anos a poeira já deveria ter assentado mas tal não sucede e ainda há quem atice a fogueira sanitária para distrair as massas e camuflar os efeitos adversos da inoculação salvifica. E porque o apocalipse abomina o vácuo, entrou em cena a “Covid Longa” – um bode expiatório útil à perpetuação do medo porque dificilmente refutado apesar da absoluta ausência de sustentação científica.

Em meados de 2021, convencionaram os doutos “especialistas”, que qualquer sintoma que surgisse, dias, semanas ou até anos, após a fase aguda da doença, teria aquela designação. O uso do termo “convalescença” ter-se-á tornado inconveniente, na premência de manter o povo condescendente e assim se postulou um novo nexo de causalidade e em jeito de mantra: fadiga? “Longo Covid”; insónias? “Longo Covid”; perdeu as chaves? “Longo Covid”; sem fôlego ao subir as escadas? “Longo Covid”!

Magistral, sem duvida – um diagnóstico infalsificável.

O sonho molhado de qualquer propagador de medo ou psicopata.

Mas com a saúde não se brinca e é inegável que a população está, física e psiquicamente, muito doente. E, de facto, estão a morrer mais, muito mais, portugueses que no clímax da “pandemia”. Neste cenário perpetuar a narrativa começa a ser cansativo, senão ridículo, mas principalmente reveste-se duma gravidade intolerável que impede a abordagem do problema desapaixonadamente e com a coragem devida.

O que estará, então, na origem de tão preocupantes indicadores?

  1. As medidas de mitigação da “pandemia” têm, indubitavelmente, cota na autoria da tragédia que nos assola, com particular destaque para o abandono dos velhos e demais pessoas institucionalizadas; bem como a negligência da restante actividade assistencial motivando o cancelamento de mais de um milhão de consultas, o adiamento de centenas de milhar de cirurgias e a suspensão de cerca de quatrocentos mil rastreios nomeadamente dos cancros do colo do útero, da mama, do cólon e da próstata.
  2. A decadência do nosso modelo de saúde pública aliada à endémica má gestão do serviço nacional de saúde têm, também, responsabilidade pelo buraco em que nos encontramos.
  3. E, em certa medida, a censura despudorada, a que votaram as vozes dissidentes apesar de experientes, idóneas e de serem portadoras de alternativas e de prudência, facilitou a derrocada do bem-estar.
  4. Por fim, todos os factores anteriores, confluem para o mais nefasto e desastroso dos erros: o mandato de inoculação massiva duma tecnologia experimental e erradamente denominada de “vacina”. Campanha que se perpetua em sucessivos reforços e a cujos perigos a maioria da sociedade continua alheia porque mesmerizada nesta alegoria da caverna revisitada.

Acresce ainda que, nos últimos quatro anos, os factores de risco cardiovascular ou carcinógenos não se alteraram, nem em incidência nem em prevalência. E já vimos que  a “virose longa” é mais um atavismo da propaganda com o propósito de perpetuar o pânico enquanto branqueia os efeitos adversos e as complicações decorrentes da coação vacinal. A crua verdade é que a Única Variável epidemiológica cuja introdução na comunidade coincide com o agravamento dos indicadores de mortalidade e de morbilidade foi a injeção anti-covid, não provada segura nem eficaz, conforme atestam os números da mortalidade e da morbilidade bem como os registos de efeitos adversos nacionais e internacionais.

Falamos de técnicas genéticas nunca antes usadas em imunização generalizada, cujos mecanismos de lesão são múltiplos e bem documentados – (1) a título de exemplo.

É inegável a existência dum padrão de agravamento do estado de saúde da população em geral e existe um padrão de mortalidade excessiva gradual e consolidada desde meados de 2021. Urge reconhecer o padrão a fim de minorar ou travar as consequências a prazo. Quando algo sai da normalidade ou do previsível obriga a investigação, obriga à suspensão e obriga a ponderar o que seria imponderável pela lógica ou pela frequência habitual. Pelo menos assim se procedia até Março de 2020.

É imperativo que se recuperem as boas práticas. Até porque uma autorização para utilização em emergêncianão é sinónimo de “aprovação” tampouco isenta de responsabilidade quem promoveu e insiste na continuidade da estratégia.

Estamos a morrer da cura!

Humildade precisa-se.

Discernimento também.

E principalmente precisa-se, com urgência, de Honestidade, de Justiça e de Ética.

É necessário cuidar da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e começarmos a achar que tudo é normal Mário Sérgio Cortella

(1) https://e73bac3d-f746-48f8-a18c-e5122e089a65.filesusr.com/ugd/27f9ae_cb0cd29b8fa34a90ad134a88758a7ec3.pdf


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