Os produtores de vinho da Península de Setúbal aguardam com expectativa o próximo quadro comunitário na esperança de que este venha corrigir uma desigualdade que a Comissão Vitivinícola Regional há muito considera existente nos apoios financeiros. A região procura condições financeiras equivalentes às de outras zonas produtoras do país.
A importância deste apelo é acentuada pelo peso económico, social, turístico e gastronómico do setor vitivinícola na Península de Setúbal. Várias adegas destacam-se entre as principais empresas exportadoras do distrito.
Desigualdade histórica nos apoios comunitários
Segundo a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, a integração da região na Área Metropolitana de Lisboa tem sido uma barreira ao acesso a determinados apoios comunitários. O presidente da CVRPS, Henrique Soares, afirmou ao Jornal Sem Mais na sua edição deste sábado, que esta situação desvantajosa tem prejudicado os produtores locais, insistindo que a perceção de riqueza associada à área metropolitana não reflete a realidade económica local.
Henrique Soares sublinha ainda ao mesmo jornal, que a produção vitivinícola representa uma importante dimensão económica e social para a região, assegurando emprego direto e indireto a centenas de famílias e exportando vinhos para dezenas de mercados internacionais. Ele defende que, no novo quadro de apoios, estas atividades sejam finalmente contempladas com os financiamentos necessários.
Esperança em novos mercados
A Comissão Vitivinícola acredita que um aumento dos apoios permitirá aos produtores investir em marketing, comunicação e internacionalização, elevando assim a competitividade dos vinhos da Península de Setúbal. Henrique Soares destaca que a distribuição justa dos apoios financeiros beneficiará tanto grandes produtores quanto pequenos agricultores, aumentando as exportações em quantidade e valor.
O objetivo é colocar os produtores de Setúbal em condições semelhantes às de outras regiões vitivinícolas portuguesas, criando mecanismos para conquistar novos mercados e reforçar a presença dos vinhos de Setúbal a nível internacional. O setor está confiante de que a nova configuração territorial traga condições de acesso diferentes aos fundos comunitários, o que poderá traduzir-se em mais de 600 mercados explorados.
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