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Urgências hospitalares registam 443 doentes à espera de primeira observação em Portugal

Região de Lisboa e Vale do Tejo concentra 270 doentes com atrasos médios de até nove horas e 33 minutos em alguns hospitais.

As urgências dos hospitais portugueses tinham 443 doentes à espera da primeira observação às 09h30 de 10 de janeiro, segundo dados do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A região de Lisboa e Vale do Tejo concentrou o maior número de utentes em espera, totalizando 270. O tempo médio de espera para situações classificadas como urgentes (pulseira amarela) situou-se em quatro horas e 54 minutos, enquanto os casos muito urgentes (pulseira laranja) esperavam, em média, 48 minutos.

Nas outras regiões, tinham à espera 80 doentes no Norte, 67 no Centro, nove no Alentejo e 23 no Algarve.

Entre os hospitais com maiores tempos de espera destacam-se o Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca, na Amadora-Sintra, onde 42 doentes urgentes aguardavam em média nove horas e 33 minutos, e o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, com 12 doentes e uma espera média de sete horas e 58 minutos.

O sistema de triagem define que as situações muito urgentes (pulseira laranja) devem ser atendidas nos 10 minutos após triagem, os casos urgentes (pulseira amarela) em 60 minutos e os pouco urgentes (pulseira verde) em até 120 minutos.

Para o fim de semana, estão previstos 128 serviços de urgência abertos em todo o país, a que se somam 35 serviços de Ginecologia e Obstetrícia a funcionar num projeto-piloto que exige contacto prévio através da Linha SNS 24.

As dificuldades nos serviços de urgência são principalmente causadas pela falta de médicos especialistas para assegurar as escalas, com maior pressão registada em Lisboa e Vale do Tejo.

No dia 10 de janeiro, as urgências de Ginecologia e Obstetrícia dos hospitais Infante Dom Pedro, em Aveiro, e São Bernardo, em Setúbal, encontram-se encerradas. No domingo, o encerramento destes serviços sobe para três, incluindo ainda os hospitais Vila Franca de Xira, São Bernardo e Nossa Senhora do Rosário, na região de Lisboa e Vale do Tejo.

As autoridades de saúde recomendam que a população contacte a Linha SNS 24 antes de se deslocar a uma urgência para obter a orientação adequada.


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