Urgência fecha e autarcas saem mais alarmados
Os autarcas da Península de Setúbal saíram do Ministério da Saúde mais preocupados com a concentração da urgência regional de obstetrícia e ginecologia em Almada, sem qualquer prazo para a reabertura dos serviços encerrados no Barreiro.

A reunião no Ministério da Saúde deixou os autarcas da Península de Setúbal com um sentimento de agravamento da incerteza em torno da resposta hospitalar na região. No final do encontro com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e com o diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, o presidente da Comunidade Intermunicipal de Setúbal afirmou que os municípios saíram “ainda mais preocupados” do que entraram, sobretudo por não existir qualquer calendário para a reabertura dos serviços, entretanto encerrados.
Frederico Rosa, que também preside à Câmara do Barreiro, explicou que o Governo apresentou a medida como temporária, mas sem avançar com uma data concreta para repor o funcionamento da urgência de obstetrícia e ginecologia no hospital do Barreiro. A ausência de prazos foi, de resto, o ponto que mais inquietou os autarcas, que esperavam sair da reunião com uma perspetiva mais clara sobre a duração desta solução.
Em causa está a entrada em funcionamento da nova urgência regional no Hospital Garcia de Orta, em Almada, uma reorganização que levou ao encerramento dos serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia no Barreiro. A decisão gera contestação política e institucional na região, com os responsáveis municipais a alertarem para o impacto desta concentração da resposta hospitalar num território já marcado por fortes pressões no acesso aos cuidados de saúde.
Os autarcas de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal mantêm a oposição ao encerramento destes serviços no Barreiro. Para os municípios, a falta de garantias sobre a reabertura reforça a apreensão em torno de uma medida que, sendo apresentada como transitória, continua sem horizonte definido.
A reunião, que deveria trazer esclarecimentos sobre o futuro da resposta de obstetrícia e ginecologia na Península de Setúbal, acabou por deixar uma mensagem política clara: os municípios não saíram tranquilizados e a região continua sem saber quando voltará a recuperar um serviço considerado essencial.
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