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Unidade de mármore em Vila Viçosa leiloada por 4,9M€

Unidade industrial em Vila Viçosa da Marbrito em leilão até 28 de maio, devido a insolvência.

Vila Viçosa, capital mundial do mármore, enfrenta mais um capítulo difícil na sua história industrial. A Marbrito — Indústrias Reunidas de Mármores SA, empresa fundada em 1982 e durante décadas uma referência na transformação de pedras naturais, está agora no centro de um processo de insolvência que colocou à venda toda a sua unidade industrial mediante leilão eletrónico na plataforma Leilosoc.

O valor base fixado para o estabelecimento comercial, que integra todo o complexo industrial, está definido em 4.920.292,65 euros, sendo o valor mínimo de venda de 4.182.248,75 euros. Os interessados têm até ao dia 28 de maio para apresentar as suas propostas através da plataforma ‘online’.

O que está em causa não é pouco. O complexo industrial é composto por dois armazéns, com uma área total de 36.133 metros quadrados, e inclui ainda máquinas e equipamentos especializados para a produção de mármore. O complexo industrial isolado — sem o estabelecimento comercial — apresenta um valor base próprio de 3.394.117,65 euros.

Para além da estrutura fabril, o leilão contempla ainda dois terrenos, com um valor base de 28.300 euros, situados numa zona estratégica de Vila Viçosa, e que beneficiam de isenção de IMT e Imposto de Selo. Os ativos podem ser adquiridos individualmente, por lotes, ou em combinações definidas no próprio processo licitatório.

A Marbrito foi fundada em 1982 e desenvolveu ao longo das décadas uma atividade centrada na transformação de pedras naturais, com produção de chapa serrada, chapa polida, pavimentos, revestimentos, ladrilhos e trabalhos por medida. Um historial de décadas que agora chega a abruptamente, deixando uma marca funda na região.

A unidade era um dos pilares da economia local, empregava trabalhadores da região e contribuía para manter acesa a chama de uma indústria que define a identidade de Vila Viçosa. O seu encerramento, com os ativos a serem alienados por via judicial, levanta questões sérias sobre o futuro do emprego e da cadeia produtiva do mármore alentejano — num momento em que a região já assiste à insolvência de outras empresas do setor, como a Marmetal, a Margrimar e a ALA de Almeida.

Para quem quiser conhecer o espaço antes de licitar, as visitas às instalações estão marcadas para o dia 27 de maio, entre as 10h30 e as 13h00. A participação no leilão exige registo prévio na plataforma Leilosoc antes do encerramento da licitação.

A questão que fica no ar é simples, mas carregada de peso: quem vai assumir o legado da Marbrito — e o que fará com ele?


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