Opinião

 Uma ponte longe demais?

Existem cidades ligadas por pontes, como Lisboa e Almada, ou o Porto e Vila Nova de Gaia. Existem cidades atravessadas por pontes, como Budapeste, na Hungria ou Recife, no Brasil. E existem cidades que poderiam estar ligadas por uma ponte, poupando tempo, dinheiro e contribuindo para aumentar o potencial de uma região, como no caso do Seixal e do Barreiro.

Desde que a ponte ferroviária, que ligava as estações do Barreiro e Seixal, foi destruída pelo navio “Alger”, em 1969, que a população anseia por uma nova travessia sobre o rio Coina.

Uma medição efetuada a partir do Google Maps, tomando como referência a travessia junto à antiga ponte ferroviária, informa-nos que as duas margens distam apenas 500m.

Usando o automóvel, os habitantes das duas cidades sabem que percorrer os 17 kms de estrada que as separam demora 20-25 minutos – se não existirem congestionamentos.

Novos projetos e sucessivos anúncios de uma nova travessia foram feitos nos últimos anos. Em 2017, Barreiro e Seixal uniram-se para avançar com uma ponte assente no conceito de “mobilidade suave” (travessia pedonal e ciclável).

O projeto pretendia ligar os dois terminais fluviais existentes nos dois concelhos (conforme se pode ler no site da CMB). O protocolo foi assinado, mas a ponte nunca saiu do papel.  A Administração do Porto de Lisboa exigiu um aumento de 20 metros do vão da infraestrutura e o Barreiro decidiu investir em melhorias nos acessos ao terminal fluvial.

António Costa e o PS fizeram o que sabem fazer melhor: renovaram promessas, gerindo as expectativas. A última promessa ´foi feita este ano. “Chegou a vez de Setúbal”, prometeu o primeiro-ministro, num artigo de “O Setubalense”.

Repescou a marca “Arco Ribeirinho Sul”, como quem lança sucessivamente o mesmo modelo de automóvel. E essa é a questão essencial, para o CHEGA: a nova ponte tem de ser rodoviária. É a solução que defende os interesses da população de ambas as cidades. Uma ligação rápida permitiria gerir os recursos a escala muito maior e acelerar o desenvolvimento económico, social e cultural do Seixal e do Barreiro.

Por último, para o CHEGA, a nova ponte tem de avançar, independentemente da localização do próximo aeroporto. Depois da discussão das últimas décadas, afigura-se-nos mais fácil Portugal colocar um homem na Lua do que se definir a localização do próximo aeroporto da área metropolitana de Lisboa. 

Nuno Chambel, deputado da Assembleia. Municipal do Barreiro e Nuno Capucha, deputado da Assembleia Municipal do Seixal, eleitos pelo CHEGA


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