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Uma caminhada por 5.000 anos de história: Palmela abre percurso arqueológico especial

Palmela vai integrar a Open House Arqueologia com duas visitas que percorrem cerca de seis quilómetros pela Serra do Louro e terminam nas Grutas do Casal do Pardo, classificadas como Monumento Nacional. A participação está limitada a 40 pessoas e inclui transporte de regresso ao ponto de partida.

Alguns dos principais vestígios arqueológicos de Palmela vão poder ser descobertos através de um percurso pedestre de três horas pela Serra do Louro, nos dias 12 e 13 de setembro.

A iniciativa “De Palmela até às grutas, um percurso arqueológico” integra a quinta edição da Open House Arqueologia, promovida pelo Museu de Lisboa – Teatro Romano e que, este ano, se estende a vários municípios da Área Metropolitana de Lisboa.

As visitas começam às 9h30, com encontro no Jardim da Alameda, na Rua D. Maria I, em Palmela. A partir daí, os participantes percorrem aproximadamente seis quilómetros pelo Parque Natural da Arrábida, passando por diferentes períodos da história do território.

Uma das primeiras paragens será o Castro de Chibanes, povoado fortificado instalado numa posição dominante da Serra do Louro. Os vestígios mais antigos remontam ao Calcolítico e ao Bronze Antigo, tendo o local voltado a ser ocupado durante a II Idade do Ferro e nos períodos proto-romano ou romano-republicano.

O percurso segue depois para a Alcaria do Alto da Queimada, um povoado rural de época islâmica onde as escavações identificaram estruturas habitacionais, espaços relacionados com atividades agro-pastoris e armazenamento e áreas de carácter religioso.

Entre as descobertas encontra-se uma mesquita considerada a primeira conhecida no distrito de Setúbal. O local conserva ainda indícios de ocupações anteriores, incluindo dos períodos romano e pré-islâmico.

A caminhada termina num dos pontos arqueológicos mais relevantes do concelho: os sepulcros artificiais do Casal do Pardo, na Quinta do Anjo. O conjunto é formado por quatro grutas escavadas na rocha, classificadas como Monumento Nacional desde 1934.

A necrópole terá sido utilizada durante cerca de 1500 anos, entre o Neolítico Final e o Calcolítico, por comunidades ligadas às atividades agropastoris e metalúrgicas. Entre os materiais encontrados destacam-se taças campaniformes e as chamadas pontas de cobre “tipo Palmela”.

Depois dos cerca de seis quilómetros de caminhada, será disponibilizado transporte de regresso ao local onde começou a visita.

A participação está limitada a 40 pessoas, sendo necessária inscrição através do endereço patrimonio.cultural@cm-palmela.pt ou do telefone 212 336 640.


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