Internacional

Um ano de guerra na Ucrânia: os números dolorosos de um conflito avassalador

Foi há precisamente 365 dias que a Rússia trouxe a guerra de volta à Europa, invadindo a Ucrânia perante o olhar atento e estupefacto do mundo. Uma guerra feita com trincheiras, armas pesadas, mas também com tecnologia, drones e mísseis modernos.

Os impactos são visíveis nas cidades completamente destruídas, já sem escolas ou hospitais e com milhões de refugiados. Do ponto de vista das perdas humanas, o saldo é avassalador.

Vamos então aos números que, naturalmente, variam conforme as fontes.

Segundo a ONU, antes da guerra, o número de habitantes da Ucrânia era de mais de 41 milhões, sendo que 13,3 milhões terão fugido do conflito. A grande maioria, 6,5 milhões, foram para a Polónia, e quase três milhões de ucranianos escaparam para o lado do invasor.

Já sobre o cálculo das baixas, civis e militares, em Dezembro um alto conselheiro de Zelensky, Mykhailo Podolyak, fazia uma estimativa: baixas entre as tropas ucranianas eram entre 10 a 13 mil.

A Rússia, que quase nunca faz este tipo de balanços, fez o último comentário pela voz ministro da Defesa, Sergei Shoigu, em Setembro, dando conta de 5.937 baixas entre as tropas russas.

Quando os observadores são independentes, como Eirik Kristoffersen – secretário norueguês da Defesa -, o balanço aponta para 100 mil militares ucranianos mortos ou feridos e 180 mil russos também mortos ou feridos. Quando a fonte é norte-americana, o número de baixas apontado à Rússia é de 200 mil militares mortos.

Voltando às contas da ONU, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos regista que morreram pelo menos 7.200 civis ucranianos, dos quais cerca de 450 eram crianças. Quanto a feridos do lado ucraniano, registo para 11.300, dos quais quase 850 crianças.


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