Ucrânia diz ter desativado sete dos maiores centros logísticos da Wildberries
A Ucrânia afirmou ter desativado sete dos dez maiores centros de distribuição da Wildberries, a maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, na sequência de uma série de ataques com drones. Kiev alega que a empresa é utilizada para armazenar material de apoio ao esforço militar russo.
A Ucrânia anunciou ter desativado sete dos dez maiores centros de distribuição da Wildberries, empresa considerada a principal plataforma de comércio eletrónico da Rússia.
Segundo o Ministério da Defesa ucraniano, os mais recentes ataques ocorreram durante a noite de sábado, quando drones terão atingido infraestruturas logísticas localizadas na região de Moscovo. Entre os alvos encontra-se o centro de distribuição de Domodedovo, bem como uma instalação situada no parque industrial de Koledino.
De acordo com Kiev, o complexo de Koledino era o maior centro logístico da empresa, ocupando uma área de cerca de 250 mil metros quadrados.
As autoridades ucranianas sustentam que a campanha de ataques contra a Wildberries teve início em meados de julho e tem provocado elevados prejuízos económicos à empresa. O Serviço de Informações Estrangeiras da Ucrânia estima que as perdas já ultrapassem os 100 mil milhões de rublos, valor equivalente a mais de mil milhões de euros.
Os serviços secretos ucranianos afirmam ainda que pelo menos 14 centros de distribuição da empresa foram incendiados ou destruídos. No cenário mais desfavorável para a Wildberries, os prejuízos poderão atingir os 200 mil milhões de rublos.
Segundo as mesmas fontes, as necessidades totais de financiamento da empresa poderão ascender a 1,3 biliões de rublos, à medida que prosseguem os danos provocados pelos ataques.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem justificado estas operações alegando que a Wildberries é utilizada para armazenar mantimentos militares e componentes destinados à produção de drones, transformando assim as suas infraestruturas em alvos legítimos no contexto do conflito com a Rússia.
A empresa russa não comentou de imediato as mais recentes alegações divulgadas pelas autoridades ucranianas.
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