Ucrânia abre a porta ao plano de paz dos EUA, mas mantém ainda algumas reservas
Segundo a CBS News, um alto funcionário norte-americano afirma que Kiev concordou com a proposta de 28 pontos, embora haja pontos a afinar antes do acordo ser final.
Kiev indica abertura, mas negociações ainda não estão fechadas
A Ucrânia terá aceite o plano de paz proposto pelos EUA, segundo uma fonte do próprio governo norte-americano citada pela CBS News. No entanto, essa mesma fonte destaca que ainda faltam “pequenos detalhes” para selar um entendimento final.
O secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, sublinhou a esperança de que o presidente Volodymyr Zelensky visite Washington ainda este mês para dar os últimos passos rumo ao acordo, juntamente com Donald Trump.
O conteúdo da proposta de 28 pontos dos EUA para a Ucrânia
Segundo fontes internacionais, o plano norte-americano inclui exigências que Kiev já considerava problemáticas, como concessões territoriais (Donbas, por exemplo), limitações ao tamanho das forças armadas ucranianas e a renúncia formal à adesão à NATO. Além disso, há críticas de que muitos dos termos refletem uma “wishlist” russa (um género de “lista de desejos”), o que gera receios diplomáticos.
Líderes europeus, reunidos à margem da cimeira do G20, afirmam que o plano pode servir de base para negociações, mas exigem “mais trabalho”, porque os termos atuais colocam em risco a soberania ucraniana. Kaja Kallas, Alta Representante para os Negócios Estrangeiros da UE, advertiu que a Europa tem de estar “à mesa” das negociações para garantir que um acordo não penaliza Kiev.
A posição de Zelensky
Zelensky admitiu que a Ucrânia atravessa um momento histórico “muito difícil”. Segundo o próprio, há uma escolha entre manter a dignidade nacional ou arriscar o apoio de um parceiro-chave, os EUA. Apesar das reservas, Kiev diz estar pronta para “trabalho construtivo, honesto e rápido” nas negociações.
De acordo com o próprio Zelensky, restam apenas “um ou dois pontos de divergência” no plano após conversações em Genebra. Ele disse ainda que tratará diretamente com Donald Trump as cláusulas mais delicadas, numa tentativa de encontrar um acordo que não comprometa a soberania ucraniana.
Putin vê potencial, mas ressalta cautela
Vladimir Putin saudou a proposta dos EUA, dizendo que pode “constituir a base para um acordo de paz final”. No entanto, o líder russo afirmou que as negociações até agora não foram “substanciais” em todos os pontos.
Autoridades de segurança ucranianas negam que tenham aceite todos os termos do esboço da proposta, destacando que ainda há negociações em curso. Por outro lado, senadores americanos afirmam que o plano favorece a Rússia, o que alimenta receios de que Kiev esteja a negociar em desvantagem.
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