Trump prevê fim do regime atual em Cuba
O presidente dos Estados Unidos afirmou em Miami que Cuba atravessa os “últimos momentos” do seu modelo atual. Donald Trump revelou também que existem contactos com Havana, embora a prioridade imediata da administração norte-americana esteja centrada no conflito com o Irão.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou este sábado que Cuba poderá estar a atravessar a fase final do seu atual sistema político, defendendo que o país poderá entrar numa nova etapa no futuro. As palavras foram proferidas durante uma cimeira realizada em Miami que reuniu vários líderes políticos da América Latina.
Perante os chefes de Estado presentes no encontro, Trump afirmou que a ilha vive “os últimos momentos tal, como existe hoje”, acrescentando que acredita que o país poderá conhecer uma transformação profunda. Segundo o líder norte-americano, essa mudança poderá conduzir a uma “grande vida nova” para Cuba.
Durante a intervenção, Trump indicou ainda que Washington mantém contactos com o governo cubano, referindo que ele próprio e o secretário de Estado, Marco Rubio, estão envolvidos em conversações com Havana. Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos admitiu que, atualmente, a principal atenção da Casa Branca está direcionada para o conflito com o Irão.
O chefe de Estado norte-americano recordou também que a questão cubana permanece há décadas no centro da política externa dos Estados Unidos. Segundo Trump, o tema acompanha a agenda internacional norte-americana há mais de meio século, razão pela qual considera que um eventual entendimento poderia ser alcançado com relativa facilidade.
O contexto regional mudou recentemente após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas na Venezuela. A situação teve impacto direto na relação energética entre Caracas e Havana, já que Cuba deixou de receber petróleo venezuelano, um recurso essencial para o funcionamento da economia da ilha.
Além disso, Washington anunciou tarifas contra países que forneçam petróleo a Cuba, uma decisão que reforça a pressão económica sobre o governo cubano e contribui para o agravamento das dificuldades sociais e económicas no território.
A cimeira política realizada em Miami contou com a presença de vários líderes latino-americanos, entre os quais Javier Milei, da Argentina, Rodrigo Chaves, da Costa Rica, Luis Abinader, da República Dominicana, Daniel Noboa, do Equador, Nayib Bukele, de El Salvador, Irfaan Ali, da Guiana, Nasry Asfura, das Honduras, José Raúl Mulino, do Panamá, e Santiago Peña, do Paraguai. No encontro participou também a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar.
Entre os presentes esteve igualmente José Antonio Kast, presidente eleito do Chile, cuja tomada de posse está prevista para a próxima quarta-feira.
As declarações de Trump reforçam a pressão política de Washington sobre Havana e voltam a colocar Cuba no centro do debate geopolítico na América Latina, num momento em que a região atravessa mudanças significativas no equilíbrio político.
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