Distrito de Setúbal
Em Destaque

Três unidades de saúde em Setúbal encerram devido a falta de água, eletricidade e problemas estruturais

Centros de saúde no Barreiro, Moita e Montijo suspendem atividade até ao final do dia devido ao mau tempo e condições precárias nas instalações.

Três unidades de saúde nos concelhos do Barreiro, Moita e Montijo, no distrito de Setúbal, suspenderam as suas atividades até ao final do dia devido à falta de água, eletricidade e problemas estruturais nos edifícios. A decisão foi comunicada pela Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho (ULSAR).

A USF Querer Mais, localizada no Vale da Amoreira, no concelho da Moita, está inoperacional devido ao comprometimento do abastecimento de água e à previsão de agravamento das condições meteorológicas a partir da tarde.

No Montijo, as atividades de assistência na extensão de saúde de Canha encontram-se suspensas face ao agravamento do temporal e falha no fornecimento de energia.

Já no Barreiro, a USF Ribeirinha interrompe o atendimento devido à situação meteorológica adversa e à insegurança estrutural do edifício. A ULSAR referiu que “assim que possível serão fornecidas informações sobre a retoma da atividade assistencial presencial” e aconselhou os utentes com doença aguda a contactarem o SNS24 e, em casos emergentes, o número 112.

A Comissão de Utentes do Barreiro contestou a inexistência de alternativas para os doentes noutras unidades e alertou que chove no interior do edifício da USF Ribeirinha, sublinhando a necessidade de diligências para que os utentes não fiquem privados de cuidados de saúde.

A ULSAR integra o Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, e o Hospital Distrital do Montijo, abrangendo ainda os centros de saúde de Alcochete, Quinta da Lomba e Baixa da Banheira, cobrindo os concelhos de Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.

Esta suspensão de atividades insere-se num contexto de condições meteorológicas severas no país. Desde a semana passada, onze pessoas morreram em Portugal devido às depressões Kristin e Leonardo, que causaram também centenas de feridos e desalojados.

O temporal provocou a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, além do encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte e o corte de energia, água e comunicações. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode chegar a 2,5 mil milhões de euros.


Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito

fertagus