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Tragédia em Boston expõe rivalidade entre dois físicos portugueses

A morte de Nuno Loureiro, cientista português de renome internacional, continua a ser investigada nos Estados Unidos, com novos dados a apontarem para uma motivação ligada à inveja profissional.

A comunidade científica internacional foi surpreendida com a morte de Nuno Loureiro, um dos mais conceituados físicos portugueses da atualidade. Aos 47 anos, o investigador construiu uma carreira marcada pela excelência académica, iniciada em Portugal e consolidada nos Estados Unidos, onde alcançou o ponto mais alto do seu percurso em maio de 2024, ao ser nomeado diretor do Centro de Ciência do Plasma e Fusão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT.

Os factos ocorreram na noite de segunda-feira, 15 de dezembro, cerca das 21h00 locais, em Boston, quando Nuno Loureiro se encontrava na residência onde vivia com a mulher e as três filhas. Foi nesse contexto que terá sido surpreendido por um homem que se deslocou até à habitação.

Segundo informações, entretanto conhecidas, o indivíduo será Cláudio Manuel Neves Valente, de 48 anos, colega universitário de Nuno Loureiro, também português e físico. Ambos estudaram no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, embora tenham seguido percursos profissionais distintos. Natural de Torres Novas, Cláudio Valente destacou-se desde cedo no meio académico, tendo participado nas Olimpíadas de Física enquanto aluno da Escola Secundária Maria Lamas.

O seu trajeto incluiu uma passagem pela Universidade de Brown, nos Estados Unidos, a partir de 2001, após ter sido afastado das funções de monitor no IST no ano anterior. Apesar de residir em território norte-americano há mais de 20 anos, apenas em 2017 obteve autorização de residência permanente.

Segundo a informação constante na investigação, o alegado ato terá sido motivado por inveja, relacionada com o percurso académico e profissional de Nuno Loureiro, que alcançou reconhecimento internacional e posições de topo no meio científico.

Cláudio Neves Valente foi encontrado na madrugada de quinta-feira, no interior de uma unidade de armazenamento que tinha alugado em Salem, no estado de New Hampshire. O caso continua sob investigação pelas autoridades norte-americanas, mantendo-se o impacto profundo na comunidade científica portuguesa e internacional.


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