Teresa Morais recusa comentar polémica das arribas em Almada: “não tenciono comentar este tema”
A posição contrasta com a do deputado Paulo Edson Cunha, que prestou esclarecimentos, num caso que começou com a carta de Inês de Medeiros ao Governo e envolveu ainda Vanessa Krause e Paulo Sabino.

A deputada do Partido Social Democrata na Assembleia da República, Teresa Morais, respondeu já ao final da noite desta terça-feira ao pedido de esclarecimento enviado pelo Diário do Distrito sobre a polémica em torno da mobilização do Exército e do LNEC para a Costa da Caparica.
No email, a parlamentar começa por pedir desculpa pelo atraso, mas recusa pronunciar-se: “Em todo o caso, quero apenas informar que não tenciono comentar este tema.”
A posição contrasta com a do também deputado social-democrata Paulo Edson Cunha que, em resposta anterior ao Diário do Distrito, optou por entrar no debate e apresentou a sua versão dos factos, defendendo que a intervenção no terreno foi motivada por urgência e por pedidos de ajuda de moradores, rejeitando qualquer favorecimento político.
Como começou a polémica
A controvérsia ganhou dimensão após a carta enviada por Inês de Medeiros ao Governo de Luís Montenegro, na qual a presidente da Câmara Municipal de Almada afirma ter sido surpreendida com a mobilização de meios nacionais para avaliar a instabilidade das arribas em São João da Caparica, apontando falta de articulação com o município e levantando suspeitas de tratamento desigual no concelho.
A carta abriu um ciclo de respostas e versões contraditórias: a presidente da Junta da Costa da Caparica, Vanessa Krause, negou ter acionado o Governo e atribuiu os alertas ao LNEC e ao Exército aos deputados do PSD; enquanto o vereador social-democrata Paulo Sabino também desvalorizou qualquer responsabilidade direta da Junta, apontando para a atuação de parlamentares e criticando a resposta do executivo municipal.
Com o nome de Teresa Morais a surgir repetidamente nessa cadeia de acontecimentos — por ser referida como uma das deputadas presentes no local e associada aos contactos que terão levado à intervenção técnica — a deputada respondeu agora ao Diário do Distrito apenas para deixar claro que não pretende comentar, apesar de toda a polémica que a envolve e das perguntas colocadas para contraditório.
O Diário do Distrito continuará a acompanhar o caso, nomeadamente a necessidade de clarificação pública da cronologia de contactos e decisões — quem contactou quem, quando e com que resposta — num tema que envolve segurança de pessoas e bens e que se mantém no centro do debate político em Almada.
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