Política

Tensão política na Madeira: RIR rejeita acordos e critica Governo

RIR rejeita acordos na Madeira e critica PSD. Liana Reis promete abordagem centrada nas necessidades das pessoas.

A líder do RIR na Madeira, Liana Reis, ataca as políticas “arrogantes” do PSD e recusa qualquer cooperação política. Em entrevista à lusa, afirmou: “Vamos sozinhos e continuaremos sozinhos“. O partido visa aumentar a sua influência, destacando-se como uma “alternativa centrista“. Reis enfatizou: “As pessoas estão fartas destas políticas de arrogância“.

Liana Reis, enfermeira de profissão e cabeça de lista do RIR na Madeira, aponta as “políticas de arrogância” como o principal alvo de crítica, rejeitando qualquer possibilidade de acordo com outras forças políticas. Em declarações à agência lusa, afirmou que o partido seguirá sozinho, independentemente dos resultados eleitorais.

O RIR pretende aumentar a sua representação e eleger um deputado regional, promovendo-se como uma opção que combina ideias de esquerda e direita para o bem comum. Reis fala sobre a necessidade de mudança, criticando as práticas antigas e prometendo uma abordagem centrada nas necessidades das pessoas.

A líder do RIR identifica a crise política na Madeira como uma oportunidade para os pequenos partidos, incluindo o seu, ganharem força. Acredita que os eleitores anseiam por uma nova direção política e estão cansados das mesmas abordagens de sempre.

As propostas do RIR abrangem várias áreas, com ênfase especial na saúde. Lina Reis destaca a necessidade urgente de revisão das carreiras do pessoal de saúde e propõe incentivos à produtividade para reter profissionais qualificados na região.

Além disso, Reis critica a privatização de lares públicos, argumentando que isso contribui para um monopólio no cuidado dos idosos. Propõe a proibição da concessão de gestão de lares públicos ao setor privado, defendendo um maior investimento no setor público.

A líder do RIR também advoga pela criação de um gabinete de combate à corrupção, visando aumentar a transparência no governo e nas instituições. Ela alerta os eleitores a não votarem por lealdade partidária, mas sim por credibilidade e competência.

Liana Reis, que se juntou ao RIR em 2022, já teve uma carreira política anterior como independente. Ela foi deputada suplente na Assembleia Municipal do Funchal e agora lidera o partido nas eleições regionais antecipadas de 26 de maio.

Estas eleições ocorrem em meio a uma crise política desencadeada por acusações de corrupção contra líderes do PSD/CDS-PP, que governam a Madeira há décadas. O RIR espera capitalizar essa crise para promover a sua agenda de mudança e renovação na política regional.


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