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Tempestade varre Oliveira do Hospital e deixa rasto de prejuízos

O mau tempo associado à depressão Kristin provocou cerca de 50 ocorrências em Oliveira do Hospital, com danos em escolas, infraestruturas, habitações e no setor agropecuário, obrigando ao realojamento de uma pessoa.

A passagem da depressão Kristin por Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, deixou marcas profundas em todo o concelho, com cerca de meia centena de ocorrências registadas até às 17h00 desta quarta-feira. As situações mais frequentes estiveram relacionadas com quedas de árvores na via pública e em espaços escolares, bem como a queda de postes de eletricidade, entretanto já resolvida, segundo informações municipais.

“A extensão dos danos é evidente e está espalhada por todo o concelho”, afirmou à agência lusa o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, sublinhando a dimensão do impacto provocado pelo mau tempo.

Entre as consequências mais graves está o realojamento de uma mulher com cerca de 70 anos, na sequência de danos registados numa habitação. Houve ainda prejuízos significativos em infraestruturas públicas, no setor agropecuário, incluindo estruturas ligadas à produção de queijo Serra da Estrela, e numa empresa situada na zona industrial do concelho, onde se verificou o desprendimento de chapas de cobertura.

As escolas foram também afetadas, com a queda de árvores a provocar a destruição de mobiliário exterior, vedações e o desprendimento de materiais de cobertura. Apesar de as aulas terem estado suspensas durante o dia, o autarca garantiu que existem condições para o regresso das atividades letivas já na quinta-feira.

Entre os equipamentos mais atingidos encontra-se o Estádio de Santo António, em Nogueira do Cravo, cujo talude de estabilização ficou “fortemente afetado”. Registaram-se ainda danos em dois abrigos de animais.

José Francisco Rolo recordou que estes estragos surgem na sequência das depressões Ingrid e Joseph, que já tinham causado prejuízos estimados entre 700 e 800 mil euros no concelho, entre sexta a segunda-feira. “Estávamos ainda a recuperar dos incêndios de verão e fomos agora atingidos por esta brutal tempestade”, lamentou, classificando a situação como “desesperante”.

O presidente da autarquia deixou um apelo direto ao Governo, defendendo a necessidade de medidas financeiras de apoio aos municípios, face à dimensão dos prejuízos em equipamentos públicos. “Ainda não contabilizámos os custos de hoje, mas a extensão dos danos obriga a uma resposta financeira do Estado”, reiterou.

Ao final da tarde, não havia registo de estradas cortadas nem de feridos. A Proteção Civil municipal, em articulação com a Câmara Municipal, os Bombeiros Voluntários e a GNR, continua no terreno a acompanhar a situação e a proceder ao levantamento exaustivo dos danos, numa operação que ainda não está concluída, mantendo-se a preocupação com a evolução das condições meteorológicas nos próximos dias.

A nível nacional, a depressão Kristin provocou um rasto de destruição, com cinco mortos e vários desalojados, afetando sobretudo os distritos de Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa. A Proteção Civil mantém o estado de prontidão especial de nível 4, o mais elevado, em toda a faixa costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, com avisos meteorológicos vermelhos em vigor ao longo da costa continental.


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