Tempestade trava comboios e testa o país
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O impacto do temporal mantém-se bem visível na ferrovia portuguesa. As linhas do Norte, Cascais e Douro continuam com perturbações significativas, enquanto a circulação permanece totalmente suspensa na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, segundo a mais recente atualização da CP Comboios de Portugal.
Na Linha do Norte, os serviços de longo curso funcionam apenas parcialmente. Já os comboios regionais circulam de forma limitada, apenas nos troços Entroncamento–Soure e Tomar–Lisboa, refletindo as dificuldades ainda existentes na infraestrutura.
Na Linha de Cascais, os comboios mantêm-se em circulação, mas com alterações nos horários, obrigando os passageiros a uma atenção redobrada às informações atualizadas. Na Linha da Beira Alta, o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda continua a realizar-se, mas com material circulante diferente do habitual, numa solução de recurso para garantir alguma oferta.
Mais a norte, a situação é mais severa na Linha do Douro, onde a circulação permanece suspensa entre a Régua e o Pocinho, um dos troços mais afetados pelos efeitos do mau tempo.
A CP confirmou ainda que o Comboio Internacional Celta não se realizou, embora neste caso o motivo esteja relacionado com uma greve no setor ferroviário espanhol, agravando o cenário já complexo para as ligações internacionais.
Ao início da noite, a Infraestruturas de Portugal alertou para novos condicionamentos noutras linhas do país. Na Linha de Sintra, a circulação está suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão. Já na Linha de Vendas Novas, não há comboios previstos entre Vidigal e Vendas Novas, enquanto na Linha de Sines a interrupção mantém-se entre Ermida Sado e o porto de Sines.
Persistem também cortes em vários pontos críticos da rede, nomeadamente na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha, na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira, na Linha de Cascais entre Algés e Caxias, bem como na Linha do Sul entre Monte Novo e Alcácer do Sal. A ligação ferroviária entre Santa Apolónia e a bifurcação de Chelas, na concordância de Xabregas, continua igualmente interrompida.
Este quadro ferroviário reflete a dimensão do temporal que tem atingido Portugal desde o final de janeiro. Quinze pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e desalojados. A destruição de habitações e empresas, quedas de árvores e estruturas, cortes de energia, água e comunicações, bem como inundações e cheias, marcaram especialmente as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Face à gravidade da situação, o Governo decidiu prolongar o estado de calamidade até ao dia 15, abrangendo 68 concelhos, e anunciou medidas de apoio que podem chegar aos 2,5 mil milhões de euros, numa tentativa de mitigar os prejuízos causados pelo mau tempo.
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