O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Grândola, no distrito de Setúbal, foi ativado na tarde de quarta-feira para responder aos prejuízos causados pela passagem da depressão Leonardo, confirmou o presidente da câmara municipal, Luís Vital Alexandre.
A decisão foi tomada cerca das 18h30, após reunião da Comissão Municipal, numa altura em que o mau tempo já provocava inundações, cortes de estradas e isolamento de populações em vários pontos do concelho.
Segundo o autarca, foi necessário realojar oito pessoas, entre as quais um casal idoso da aldeia de São Romão, no concelho vizinho de Alcácer do Sal. As pessoas afetadas passaram a noite no Centro de Acolhimento instalado no Complexo Desportivo Municipal José Afonso.
Apesar de a situação estar hoje mais controlada, subsistem acessos rodoviários condicionados, sobretudo na ligação à aldeia do Lousal, que ficou isolada na quarta-feira devido à subida do caudal da Ribeira da Corona. Segundo Luís Vital Alexandre, a circulação continua a ser monitorizada hora a hora, sendo já possível o acesso por estrada com relativa segurança.
No perímetro urbano de Grândola, a chuva intensa provocou a inundação de várias caves de habitações, uma situação que, segundo o presidente da câmara, está em grande parte resolvida após trabalhos de drenagem. Persistem, no entanto, alguns constrangimentos numa zona a norte da vila, caracterizada por ser baixa e plana, onde ainda se verifica acumulação de água em uma ou duas habitações.
Além das estradas cortadas pela subida das ribeiras afluentes do Sado, os serviços municipais de proteção civil e ação social continuam a avaliar as condições de várias moradias afetadas pelo temporal.
O autarca revelou ainda que o abastecimento de água potável em Melides permanece comprometido, estando a ser assegurado através do apoio dos bombeiros de Grândola e de corporações vizinhas, que garantem o enchimento de um dos depósitos da localidade.
A passagem das depressões Kristin e Leonardo já provocou 12 mortes em Portugal desde a semana passada, além de centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de habitações e empresas, a queda de árvores e estruturas, o encerramento de estradas, escolas e transportes, bem como cortes de energia, água e comunicações, marcaram o impacto do temporal, com especial incidência nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
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