Tempestade fecha escolas e deixa desalojado em Santiago do Cacém
O mau tempo levou ao encerramento de todas as escolas de Santiago do Cacém esta quinta e sexta-feira, após a queda parcial de uma habitação que deixou um homem desalojado no concelho.
A Câmara Municipal de Santiago do Cacém decidiu encerrar todas as escolas do concelho hoje e sexta-feira como medida preventiva face às condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir durante a madrugada. A decisão surge após consulta aos agrupamentos escolares e às autoridades competentes, visando garantir a segurança de alunos, professores e funcionários.
Em declarações à agência lusa, o presidente da autarquia, Bruno Gonçalves Pereira, explicou que a medida se tornou inevitável devido à ausência de condições de segurança. O autarca apontou para o solo saturado de água, estradas submersas e dificuldades acrescidas de circulação, fatores que colocam em risco as deslocações no concelho.
Além do perigo nas vias rodoviárias, o responsável sublinhou que alguns estabelecimentos de ensino estão a ser afetados por infiltrações e entradas de água, comprometendo o normal funcionamento das aulas. O encerramento temporário das escolas permite, segundo o presidente da câmara, retirar pessoas das estradas e não sobrecarregar os meios de socorro, que estão mobilizados para apoiar as populações e resolver problemas em equipamentos públicos.
O mau tempo provocou ainda a queda parcial de uma habitação em Outeiro do Lobo, na freguesia de Abela, deixando um homem com cerca de 70 anos desalojado. A presidente da junta de freguesia, Hélia Rodrigues, indicou à lusa que o morador foi acolhido em casa de familiares.
No concelho de Santiago do Cacém, cinco estradas encontravam-se cortadas ao início da tarde, de acordo com informação divulgada pelo município na sua página oficial.
Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, que sucede à depressão Kristin registada na semana passada. A atual situação meteorológica é marcada por chuva persistente e por vezes intensa, vento forte e agitação marítima, levando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a emitir vários avisos laranja, o segundo nível mais grave.
Desde a semana passada, onze pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem destas depressões, que causaram ainda centenas de feridos e desalojados. Entre as principais consequências do temporal conta-se a destruição parcial ou total de habitações e empresas, queda de árvores e estruturas, encerramento de estradas, escolas e transportes, bem como cortes no fornecimento de energia, água e comunicações.
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