Sol da Caparica junta mais de 105 mil pessoas e fecha edição com sábado esgotado
Mais de 105 mil pessoas passaram pelo Parque Urbano da Costa da Caparica durante os quatro dias da 11.ª edição do Sol da Caparica. O festival reuniu mais de 40 artistas, esgotou a lotação no sábado e estima ter gerado um impacto económico superior a cinco milhões de euros.

A 11.ª edição do Sol da Caparica terminou com mais de 105 mil visitantes e um sábado completamente esgotado. Durante quatro dias, o festival voltou a transformar o Parque Urbano da Costa da Caparica num dos principais pontos de encontro da música em português.
O cartaz distribuiu mais de 40 artistas por três palcos, cruzando hip-hop, fado, pop, música popular, funk e diferentes sonoridades africanas e brasileiras.
Entre os momentos que marcaram a edição estiveram as participações surpresa de Bispo e Bárbara Tinoco no concerto de Papillon. Slow J recebeu Prodígio para uma interpretação conjunta, inédita em concerto, de “4 de Fevereiro”.
Já no encerramento, Lon3r Johny contou com Slow J, ProfJam e Plutónio como convidados, fechando a programação do palco principal com várias colaborações.

De Sara Correia a Quim Barreiros
A diversidade voltou a ser uma das características do festival. Pelo palco passaram nomes como Sara Correia, Maiara & Maraisa, Orochi, João Pedro Pais, Calema, Mizzy Miles, Veigh, Vizinhos, Mundo Segundo & Sam The Kid, Nininho Vaz Maia, MC Kevinho, Deejay Telio, Quim Barreiros, ÁTOA, MC Paiva e Slow J.
Os restantes espaços prolongaram a programação para além dos grandes concertos. O Palco Sagres concentrou propostas ligadas à música eletrónica, urbana, afro-house e funk, enquanto o Palco Jazzy apostou na dança e em influências africanas, brasileiras e do hip-hop.
Festival mobilizou cerca de 3.000 profissionais
A dimensão do evento refletiu-se também nos bastidores. Segundo a organização, cerca de 3.000 profissionais estiveram envolvidos nas diferentes fases da edição, desde a montagem e produção até à operação e desmontagem.
A estrutura montada no Parque Urbano incluiu três palcos, aproximadamente 150 contentores, zonas destinadas a convidados e espaços de mais de 30 marcas.
A organização trabalhou com cerca de 450 fornecedores, indicando que aproximadamente 90% têm sede na Área Metropolitana de Lisboa.

Impacto económico supera cinco milhões de euros
As primeiras estimativas apontam para um impacto económico superior a cinco milhões de euros na Costa da Caparica, no concelho de Almada e na região envolvente. Os valores ainda deverão ser consolidados.
O público chegou de diferentes regiões de Portugal, incluindo as ilhas, tendo sido igualmente registada a presença de visitantes provenientes de países como França, Luxemburgo, Itália e Inglaterra.
Na vertente ambiental, a organização estima ter conseguido poupar mais de 150 mil litros de água potável, através de medidas como a utilização de água não potável em determinadas operações, redução do caudal das torneiras e alterações nos procedimentos de lavagem.
Com quatro dias de concertos, um dia de lotação esgotada e mais de uma centena de milhares de visitantes, O Sol da Caparica encerra a edição de 2026 reforçando a dimensão alcançada pelo festival no panorama nacional.
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