Distrito de Lisboa

Sintra apresenta projeto de valorização do sítio arqueológico do Alto da Vigia

O projeto pretende identificar o sítio como um local arqueológico de relevo e de dar a conhecer a sua história.

A Câmara Municipal de Sintra tem em curso o projeto de valorização do sítio arqueológico do Alto da Vigia, junto à Praia das Maçãs, na Freguesia de Colares, classificado como Sítio de Interesse Público em 2021.

Local de inquestionável beleza natural, foi identificado como sítio arqueológico de relevo logo no início do século XVI, quando se iniciaram os trabalhos para a construção de um edifício de vigilância da costa e no decorrer dos trabalhos encontraram-se vestígios do santuário imperial romano dedicado ao Sol, ao Oceano e à Lua, reaproveitados em construções de época islâmica.

Ao longo dos últimos quinze anos, no decorrer dos trabalhos arqueológicos desenvolvidos no Alto da Vigia, foram identificados e estudados edifícios e templos do período romano, época islâmica e da idade moderna.

Em face dos importantes resultados resultantes dos trabalhos arqueológicos, a autarquia de Sintra delineou um plano de valorização da estação arqueológica do Alto da Vigia.

Basílio Horta, presidente da câmara de Sintra, de visita ao local, referiu que “temos feito uma grande aposta na arqueologia, e resultado disso é a descoberta desta segunda mesquita. Sintra é rica em Património e a arqueologia é um marco para o concelho e para a sua história”.
O projeto de valorização do sítio arqueológico do Alto da Vigia assenta em três pilares, “Trabalhos Arqueológicos”, “Conservação das Estruturas” e “Valorização do Sítio Arqueológico”.

Nos trabalhos de campo, foram identificados vestígios de uma construção, no limite da arriba, o que levou à necessidade de intervenção e escavação da área que permitiu o reconhecimento de uma nova mesquita, que documenta um tipo de realidade arquitetónica para a qual se conhecem apenas outros dois sítios em toda a Península Ibérica.  

Estão previstos trabalhos de conservação das estruturas, com vista à preservação e recuperação do sítio, nomeadamente trabalhos de limpeza e remoção de organismos e micro-organismos, assim como limpeza superficial de estruturas, consolidação das argamassas originais e intervenção de conservação e restauro nas estruturas arqueológicas que implicam consolidações, reconstituições estruturais e acondicionamento de estruturas em cota negativa.

Por fim, e tendo como objetivo a fruição com segurança do sítio arqueológico do Alto da Vigia por parte do público, será implementado um circuito de passadiços que assegurará uma harmoniosa ligação entre o coberto vegetal, as arribas e a estação arqueológica e um sistema de sinalética que permitirá ao visitante conhecer a história do local e acompanhar o desenrolar dos trabalhos na estação arqueológica.

Após atingido este objetivo, o sítio arqueológico do Alto da Vigia não deixará de ser estudado, investigado e trabalhado, uma vez que se estima que a área escavada corresponda apenas a 4% de todo o espaço com potencial.

Neste sentido, encontra-se em preparação um trabalho de reconhecimento do terreno por meio de geofísica, que suportará a apresentação dum novo projeto plurianual de investigação arqueológica, alargando a área de intervenção.


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