Sines: Condutores em marcha lenta contra o aumento do preço dos combustíveis
Iniciativa juntou automobilistas e agricultores junto à refinaria da Galp. Manifestantes exigem preços entre 1,60 e 1,65 euros

Uma marcha lenta contra o aumento do preço dos combustíveis provocou, esta segunda-feira, mais de 10 quilómetros de fila no IC33, em Sines. O protesto condicionou ainda outras vias de acesso à refinaria da Galp, segundo informação da GNR citada pela agência Lusa.
Além disso, registaram-se constrangimentos na Estrada Nacional 120, entre São Torpes e Sines. A circulação também ficou condicionada na A26, entre Santo André e Sines, e na ligação entre Santiago do Cacém e Sines.
Os manifestantes partiram de vários pontos da região, entre os quais Grândola, Santiago do Cacém e Vila Nova de Santo André. Depois, seguiram em marcha lenta em direção à refinaria.
Os manifestantes partiram de vários pontos da região, entre os quais Grândola, Santiago do Cacém e Vila Nova de Santo André. Depois, seguiram em marcha lenta em direção à refinaria.
Segundo a SIC Notícias, a organização esperava reunir cerca de 12 mil viaturas. O protesto não tinha hora prevista para terminar e surgiu através de grupos criados no WhatsApp.
Manifestantes exigem combustíveis a preços entre 1,60 e 1,65 euros
Em Grândola, um dos grupos concentrou-se durante as primeiras horas da manhã numa bomba de combustíveis junto ao IC1. Depois, às 08:10, os participantes partiram em direção a Sines, acompanhados pela GNR.
Durante o percurso, várias viaturas exibiram bandeiras de Portugal nos capôs e nas janelas. Além disso, alguns manifestantes colocaram cartazes com mensagens como «Basta ao aumento dos combustíveis» e «As famílias não aguentam mais».
Ruben Marques, empresário e um dos dinamizadores do protesto, explicou à Lusa que os participantes pretendem uma redução dos preços.
«Vamos até às últimas instâncias para atingir o nosso objetivo, que é mudarmos os preços dos combustíveis e arranjarmos uma solução válida para todos», afirmou.
Segundo Ruben Marques, os manifestantes defendem que os combustíveis passem a custar entre 1,60 e 1,65 euros. No entanto, o empresário considera que o problema vai além das despesas com as deslocações.
«Estamos a falar da alimentação, gás, tudo o que sejam medicamentos, tudo o que sejam transportes, tudo é influenciado pelo combustível», acrescentou à Lusa.
Agricultores juntam-se à marcha lenta em Sines
Ao grupo que saiu de Grândola juntaram-se dirigentes e associados da Associação de Agricultores da Margem Esquerda do Guadiana (APROSERPA). Por sua vez, os agricultores contestam aquilo que classificam como um «aumento brutal» do preço dos combustíveis.
Em declarações à Lusa, o presidente da associação, João Revez, alertou para o peso do gasóleo nas contas das explorações agrícolas. Além disso, lembrou que o setor utiliza tanto gasóleo rodoviário como agrícola.
Por exemplo, João Revez apontou para o consumo de dois tratores de gama média, que podem gastar em conjunto cerca de 40 litros por hora. Assim, numa jornada de oito horas, o consumo pode chegar aos 320 litros de gasóleo.
O dirigente comparou esse valor com o combustível necessário para um automóvel familiar de gama média percorrer cerca de seis mil quilómetros.
Além disso, João Revez defendeu uma «descida acentuada» dos preços. Por outro lado, pediu o fim da cobrança da taxa de carbono no setor agrícola.
Buzinão contra preço dos combustíveis chega à Ponte 25 de Abril
Entretanto, o aumento do preço dos combustíveis motivou outro protesto no distrito de Setúbal. Pelas 08:00, automobilistas realizaram um buzinão na Ponte 25 de Abril, no sentido Almada-Lisboa.
À SIC Notícias, Aristides Teixeira, responsável da Associação de Utentes da Ponte 25 de Abril, criticou a resposta do Governo ao aumento dos preços. O responsável alertou ainda para o peso das portagens nas despesas de quem atravessa diariamente o Tejo para trabalhar.
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