O porto de Sines ultima o estudo de procura e de mercado para o futuro Terminal Vasco da Gama, uma infraestrutura estratégica para reforçar a capacidade portuária nacional e medir o interesse internacional nesta nova valência de contentores. Segundo o presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, Pedro do Ó Ramos, o trabalho deverá estar concluído no final de abril.
A avaliação surge após o concurso internacional lançado em 2019 ter ficado sem propostas, levando a administração portuária a procurar agora uma leitura mais rigorosa das expectativas do setor. O objetivo passa por perceber, com maior precisão, o posicionamento que este novo terminal poderá ter no contexto europeu e mundial, tanto do ponto de vista dos operadores portuários como dos armadores.
De acordo com Pedro do Ó Ramos, a intenção é evitar que se repita um cenário de falta de interessados, preparando desta vez um processo mais ajustado ao mercado e às exigências do investimento. A administração acredita que o novo enquadramento poderá tornar o projeto mais atrativo, sobretudo porque a concessão poderá chegar aos 75 anos, um fator considerado decisivo para facilitar a amortização do capital e dar maior segurança aos investidores.
Concluído o estudo, o documento será apresentado ao Governo para apoiar a preparação de um caderno de encargos mais sólido e competitivo. Se a análise for favorável e o processo avançar com rapidez, a expectativa da APS passa por lançar o concurso público internacional no final deste ano ou no início do próximo.
A revelação foi feita à margem do 1.º Fórum Hispano-Luso do Hidrogénio Verde, realizado no Centro de Artes de Sines, no âmbito do projeto Futuretech-H2. No encontro, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Roberto Grilo, defendeu que a Península Ibérica, e em particular Sines, reúne condições para assumir um papel central na transição energética europeia.
Segundo o responsável, Sines consolida-se como um polo energético verde, capaz de articular produção renovável, indústria, logística e exportação de energia, apontando os investimentos da Galp e da Madoqua Power no hidrogénio verde como exemplos desse movimento. Também João Grilo, presidente da ADRAL, fez um balanço positivo das sinergias criadas entre Portugal e Espanha desde 2023 no âmbito do projeto Futuretech H2.
O avanço do Terminal Vasco da Gama surge, assim, num momento em que Sines procura afirmar-se em várias frentes, cruzando ambição portuária, transição energética e projeção internacional.
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