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Sindicatos de Leiria solidários com vítimas da tempestade Kristin e exigem respostas do Governo

A União dos Sindicatos do Distrito de Leiria (USDL) manifestou solidariedade para com as populações afetadas pela tempestade Kristin, que provocou elevados prejuízos em todo o distrito, deixando famílias desalojadas, infraestruturas danificadas e impactos significativos na vida laboral e social da região.

Em nota enviada ao Diário do Distrito, a USDL expressou solidariedade com “todos os que estão a sofrer as consequências desta intempérie e envia as sentidas condolências aos familiares dos que
perderam a vida nesta tragédia”.

Deixou também uma palavra de reconhecimento a todos os trabalhadores, agentes de proteção civil, autarquias e população em geral que têm estado no terreno a responder à situação de calamidade.

“Dirigimos uma especial saudação a todos aqueles que estão no terreno a procurar
solucionar esta calamidade, aos trabalhadores e a toda a população do distrito de Leiria e
valorizamos, também, o papel das autarquias e da protecção civil na intervenção e socorro
das famílias e comunidades”, sublinha.

A estrutura sindical sublinha o “papel insubstituível dos trabalhadores” na salvaguarda de vidas e bens.

“A resposta no terreno demonstrou, uma vez mais, o papel insubstituível dos trabalhadores
na salvaguarda de vidas e bens e na resposta a todo o tipo de situações”, afirma.

Segundo a USDL, a destruição causada pela intempérie terá consequências prolongadas na vida coletiva dos trabalhadores e das suas famílias, defendendo que o Governo deve assumir plenamente as suas responsabilidades “sendo fundamental mobilizar recursos públicos para recuperar o que foi destruído”.

Os sindicatos criticam as medidas anunciadas pelo Executivo para responder à situação, considerando-as tardias e insuficientes. Em particular, contestam o recurso a instrumentos como isenções de contribuições patronais para a Segurança Social e ao regime de lay-off simplificado, alertando para o impacto negativo destas opções na sustentabilidade da Segurança Social. A USDL defende que as respostas devem ser financiadas através do Orçamento do Estado.

“O anúncio feito pelo Governo de medidas para responder à calamidade, para além de tardio e insuficiente, recorre aos recursos da Segurança Social, nomeadamente com isenções de contribuições patronais para a Segurança Social e ao regime de lay-off simplificado, debilitando, mais uma vez, a Segurança Social ao colocá-la no lugar que deve ser desempenhado pelo Orçamento do Estado e ter como origem verbas que advêm dos impostos”, explica.

A estrutura sindical considera ainda insuficientes os apoios anunciados para a recuperação de habitações permanentes, fixados em 10 mil euros, afirmando que, em muitos casos, esse montante não cobre os danos causados pela tempestade.

No plano laboral, a USDL exige que nenhum trabalhador veja os seus rendimentos ou direitos reduzidos, defendendo como prioridade imediata o pagamento dos salários referentes ao mês de janeiro, face às dificuldades sentidas por várias empresas na sua regularização.

A União dos Sindicatos do Distrito de Leiria está a realizar, em conjunto com os sindicatos da CGTP-IN, um levantamento da situação laboral no distrito e prevê iniciar nos próximos dias ações de contacto e esclarecimento junto dos trabalhadores.

Foi também convocado um Plenário Distrital de Sindicatos para o próximo dia 18 de fevereiro, nas instalações do SITE-CSRA, Sindicato dos Trabalhadores da Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas, na Rua Manuel Pereira Roldão,
nº8 Loja A, 2430-310 Marinha Grande.

O plenário vai contar com a participação do secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, e tem o objetivo de aprofundar o diagnóstico da situação laboral e articular respostas.

A USDL apelou ainda à mobilização dos trabalhadores para a jornada nacional de luta da CGTP-IN, marcada para 28 de fevereiro, em Lisboa e no Porto.

“A necessária recuperação da actividade económica, de infraestruturas e da vida social no distrito de Leiria é indissociável da defesa e salvaguarda dos direitos dos trabalhadores, da melhoria das suas condições de vida e de trabalho e da derrota do Pacote Laboral pelo que a USDL manifesta o seu total empenho e apela aos sindicatos e aos trabalhadores para que se mobilizem para a importante jornada de luta da CGTP-IN de 28 de Fevereiro, em Lisboa e no Porto”.

Por fim, o Conselho Distrital da USDL anunciou a realização da manifestação do 1.º de Maio, a partir das 15h, entre o Jardim da Almuinha Grande e a Praça Rodrigues Lobo, na cidade de Leiria, reafirmando que a recuperação económica e social do distrito é inseparável da defesa dos direitos dos trabalhadores.


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