Distrito de Setúbal

Setúbal | Falta de polícias e aumento de assaltos levam André Martins a escrever à tutela

O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, endereçou uma carta aberta ao ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, na qual reitera a urgência de resolução da escassez de recursos humanos das forças de segurança no concelho.

Em nota enviada às redações, a autarquia esclarece que «são necessárias medidas consideradas urgentes para garantir a segurança de pessoas e bens», o que volta a ser exigido pelo autarca.

O crescimento das áreas urbanas e a diminuição do número de profissionais das forças de segurança obriga as «autarquias e outras entidades a pagar gratificados (serviços pagos à hora a agentes da PSP) para garantir a segurança em situações consideradas de risco».

O presidente da Câmara de Setúbal alerta ainda para o facto de «o agravamento das condições sociais ter levado a um aumento de assaltos no município de Setúbal, em particular no pequeno comércio».

André Martins, citado na nota, relembra o encontro que manteve, há quase um ano, com a secretária de Estado da Administração Interna para abordar esta e outras dificuldades registadas no território.

«Nesse encontro, a governante garantiu que ‘iam entrar ao serviço brevemente mais uns milhares de novos agentes da PSP e que essa questão ficaria resolvida, o que não se verificou’. Fala-se sempre dos que entram, mas nunca se fala dos que saem, por reforma ou outros motivos, e que são sempre em maior número.»

Na missiva dirigida ao Ministro da Administração Interna, o autarca frisa que «é necessário, antes que a situação se agrave, reforçar a capacidade de intervenção das forças de segurança, em particular da PSP, no concelho».

Outro aspecto vincado por André Martins é «o problema da incapacidade das forças de segurança para dar resposta a situações que são da responsabilidade do Estado é mais vasto e está a tornar-se insustentável», dando como exemplo «uma deficitária fiscalização na cidade perante casos de estacionamento indevido ou abusivo, nomeadamente em cima de passeios, o que acrescenta dificuldades na circulação e segurança de transeuntes e que se traduz numa acelerada deterioração do espaço público, com necessidade de gastar muitos milhares de euros para repor situações que nunca estarão resolvidas».

Também as condições «pouco dignas das instalações dos profissionais da PSP em Setúbal» terão sido abordadas na reunião já referida, isto apesar da Câmara Municipal já ter cedido um espaço para a construção da nova esquadra e para o próprio Comando Distrital [da PSP de Setúbal].

Com a carta, o presidente da Câmara Municipal de Setúbal pretende que se altere «a contínua desresponsabilização do Estado Central também na garantia da segurança de pessoas e bens».


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