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Sete municípios com orçamentos chumbados para 2025 enfrentam cenário de incerteza

Sete câmaras de seis distritos do país viram os seus orçamentos para 2025 reprovados, obrigando a negociações tensas com a oposição e a possíveis governações em duodécimos.

Sete autarquias em Portugal enfrentam dificuldades após os seus orçamentos para 2025 terem sido chumbados, revelando um cenário de instabilidade em várias regiões. No distrito de Portalegre, a Câmara de Marvão viu o orçamento rejeitado pelo terceiro ano consecutivo, mantendo-se “correções orçamentais” desde 2022. O presidente, Luís Vitorino, decidiu não submeter um novo orçamento, optando antes por uma revisão do documento atual.

No distrito de Évora, em Viana do Alentejo, o orçamento foi novamente reprovado, obrigando a câmara a gerir com base nos valores de 2023. A ausência de acordo entre a gestão CDU e o PS foi apontada como o principal motivo. Já em Redondo, também em Évora, a proposta de 16,5 milhões de euros foi rejeitada, levando o presidente David Fialho Galego a buscar consensos.

Em Beja, o maior orçamento entre os casos reportados, no valor de 64,4 milhões de euros, foi chumbado pela oposição, composta pela CDU e a coligação Beja Consegue. O presidente Paulo Arsénio espera retomar negociações ainda em janeiro para tentar a aprovação.

Situação semelhante ocorre em Manteigas, na Guarda, onde o orçamento de 20 milhões de euros foi rejeitado na Assembleia Municipal devido ao voto de qualidade do presidente da mesa, levando a câmara a operar em duodécimos.

No distrito de Setúbal, os municípios de Setúbal e Almada enfrentam desafios significativos. Em Setúbal, o orçamento de 338 milhões de euros foi rejeitado pelos partidos da oposição, enquanto em Almada a proposta de 182,3 milhões foi reprovada com votos contra de várias forças políticas.

Casos de desfecho diferente surgiram em Nazaré e Valença. Na Nazaré, após uma primeira rejeição, o orçamento foi aprovado com o voto de qualidade do presidente da Assembleia. Em Valença, a proposta inicial foi ajustada e conseguiu aprovação na segunda tentativa.

A rejeição destes orçamentos compromete investimentos críticos em várias áreas, incluindo obras públicas e serviços municipais, deixando as autarquias dependentes de revisões ou duodécimos até novas aprovações.


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