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Sesimbra fecha acesso ao Porto de Abrigo devido a risco iminente

O acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra está totalmente cortado a pessoas e veículos até nova avaliação na segunda-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas e ao risco de deslizamentos.

A via de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra encontra se totalmente interdita até nova avaliação prevista para segunda-feira, na sequência do mau tempo que afeta a região. A decisão foi anunciada pela Câmara Municipal de Sesimbra, após uma nova análise às condições de segurança do local.

Segundo a autarquia, o corte abrange todo o tipo de circulação, incluindo peões, bicicletas, motas e motociclos. O município alerta para o risco elevado de queda de maciços de betão e de deslizamentos rápidos de lamas, situações que representam perigo sério para pessoas e bens.

O encerramento total do acesso, na zona do empreendimento ERG, resulta da chuva persistente, que poderá intensificar se nas próximas horas, agravando a instabilidade do terreno. Perante este cenário, a câmara apela à população para que não se desloque nem tente atravessar a área interditada.

Mantêm se, no entanto, algumas alternativas. A ligação pedonal pela Praia do Ouro continua disponível exclusivamente para trabalhadores do Porto de Abrigo, enquanto a alternativa viária do Ribeiro de Cavalo e Sentrão permanece transitável para veículos ligeiros.

A situação foi parcialmente aliviada no início da semana. Na segunda-feira, após um deslizamento de terras, apenas veículos com mais de 3,5 toneladas podiam circular naquele troço entre as 13:00 e as 19:00, de terça a quinta-feira. Contudo, uma nova avaliação realizada hoje levou ao corte total do trânsito, agora prolongado até segunda-feira.

Em reunião de câmara realizada na quarta-feira, o presidente do município, Francisco Jesus, classificou o risco associado ao deslizamento de terras como moderadamente elevado, sublinhando que se trata de uma via essencial para uma atividade comercial relevante no concelho. O autarca reconheceu a complexidade da situação, garantindo que o local está sob avaliação permanente.

Na mesma reunião, a vereadora com o pelouro da Proteção Civil, Lénia Anjos, apelou à compreensão da comunidade piscatória, frisando que as medidas adotadas visam evitar perdas humanas. A responsável sublinhou que as restrições são imperativas para ultrapassar esta fase crítica em segurança.

Portugal continental está atualmente a ser afetado pela depressão Leonardo, que deverá provocar até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento intenso e agitação marítima significativa, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Este novo episódio de mau tempo surge uma semana após a passagem da depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro, provocando dez mortes, centenas de feridos e desalojados, bem como danos extensos em habitações, empresas, infraestruturas e serviços essenciais. Leiria, Coimbra e Santarém foram os distritos mais afetados.

Na sequência desses acontecimentos, o Governo decretou situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoios que pode ascender a 2,5 mil milhões de euros.


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