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Semana da Freguesia de Palmela…Volta da Pedra recebe sessão

A sessão descentralizada, integrada na Semana da Freguesia de Palmela, decorreu no Grupo Desportivo da Volta da Pedra e trouxe a baila a denúncia de várias situações.

Ana Teresa de Vicente, antes de fazer o balanço da semana descentralizada, lamentou a destruição de 250 árvores no Parque Venâncio Ribeira da Costa.

A presidente da Câmara de Palmela iniciou a sessão com uma “saudação especial” aos órgãos sociais do Grupo Desportivo da Volta da Pedra “pela cedência da sala”, que esgotou a lotação. A edil fez um balanço da semana e começou pela deslocação dos autarcas a três empresas, começando no Parque das Carrascas e também no Lau. Três empresas inovadoras que têm em comum o sucesso e a aposta nas exportações.

Devastação de árvores

Já na visita a ruas do Centro de Palmela, Ana Teresa Vicente deu a conhecer o cenário de destruição de 250 árvores no Parque Venâncio Ribeiro da Costa, tendo depois anunciado as obras, que irão decorrer no Largo de S. João e que irão contemplar o edifício Palmela Conquista, no antigo espaço da Rádio Pal. A Capela de S. João já foi alvo de reabilitação “irá ser utilizada para a realização de eventos e não só”. Antes do atendimento aos munícipes, esta sexta-feira, decorrem reuniões de trabalho em Aires, na Urbanização Casas da Quinta, Lagoinha, Vale de Touros e movimento associativo.

Trabalho de Cooperação  

O presidente da Junta de Freguesia de Palmela marcou presença acompanhado do seu executivo, realçou o “trabalho de partilha entre os órgãos autárquicos, câmara e junta, ”através da solidariedade e que cabe a todos”. Jorge Mares destacou “o trabalho de cooperação da câmara” e “mostrou toda a disponibilidade para” colaborar no trabalho a desenvolver no Parque Venâncio Ribeiro da Costa”, um parque secular que “assinalou a reconquista do concelho de Palmela”. O presidente da Junta de Freguesia de Palmela considerou que “requalificar o antigo edifício da Rádio Pal, interligado com a Casa Mãe, vai trazer mais-valias no ponto de vista cultural”.

Moradores querem respostas

Quase três dezenas de moradores participaram no espaço dedicado ao público e esteve em foco os pilaretes, uma criação de Junta de Freguesia de Palmela, uma inovação criativa na área da toponímia.

A Quinta da Bela Vista mobilizou mais de uma dezena de moradores que vieram “denunciar estar a ser vítimas da burocracia”. Nesta AUGI não há distribuição de correio, as ruas não têm placas de toponímia e os 190 lotes são servidos apenas por dois locais da recolha de lixo e não existe nenhum ecoponto.

Carina Carvalho, porta-voz dos moradores da AUGI, denuncia “cobram-nos taxa de resíduos sem que esse serviço seja prestado” e alerta “está a haver uma praga de lagartas do pinheiro, que pode ter consequências na saúde pública”. Ana Teresa Vicente lembrou que as AUGI’s “têm fortes condicionantes, mas estamos disponíveis para avaliar a situação no local”.

Luís Gonçalves quis saber se “está prevista alguma intervenção no Bairro Assunção”, porque “as tampas de esgoto continuam a levantar mesmo com chuva normal” e acrescenta “o problema acontece há mais de 13 anos”. O problema terá a ver com a obstrução da linha de água e os técnicos irão ao local para se inteirarem da situação.

Vinhas arrancadas… nascem casas pré-fabricadas

Francisco Mendes deu a conhecer que “estão a arrancar vinhas para instalarem casas pré-fabricadas, por detrás das instalações da Palser” e apelou à intervenção da fiscalização.

O vereador Pedro Taleço reconheceu “a gravidade da situação” e anunciou “estão identificados 7 locais no concelho de Palmela”, mas para “avançarmos com as demolições, os moradores das casas pré-fabricadas têm que ter alternativas”.

A presidente Ana Teresa Vicente reconheceu “não temos hipóteses de travar a venda e o aluguer de terrenos”. O problema “atinge toda a AML com fracionamentos ilegais”, no entanto, garantiu “o empenhamento da fiscalização”. Para a autarca “é muito fácil prevaricar, mas difícil aplicar a lei”.

Escola precisa de obras

Madalena Patrício alertou para a necessidade de obras na Escola de Algeruz/Lau, “terá que haver intervenções no exterior da escola e no refeitório provisório que funciona num contentor desde 2001”. Esta moradora lembrou também que a caldeira “continua avariada no Jardim de Infância das Lagameças”.

A vereadora Fernanda Pésinho apelou à compreensão dos responsáveis da escola, mas lembrou “o estabelecimento de ensino foi intervencionado há 3 anos”. A caldeira do Jardim de Infância “tem sofrido várias reparações e aguardamos uma nova intervenção dentro de duas semanas”, anunciou.

Intervenções dos vereadores

Afonso Brandão, vereador do Chega, pediu à Câmara para que a diretiva da Escola do Poceirão não seja levada à prática. A diretiva apontava para a saída de alunos muçulmanos duas horas mais cedo em virtude do Ramadão.

A vereadora Fernanda Pésinho lembrou que a “lei da liberdade religiosa proíbe a discriminação” e explicou “o diretor da escola fez um apelo aos professores para aceitarem o pedido feito pelos encarregados de educação”.

O vereador do PSD, Roberto Cortegano, lembrou alguns problemas que “se arrastam”, citando “os acessos pouco dignos, as estradas sem bermas e com falta de segurança”. O autarca social-democrata pediu “maior celeridade em tapar os buracos na rua de acesso à estação ferroviária de Palmela”.

Maria Joaquim, vereadora do Chega, alertou para a desorganização do trânsito na Avenida dos Ferroviários, no Pinhal Novo” e apelou à “resolução de algumas situações no CROA”.


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