Segundo comandante Pedro Caldinho assume interinamente comando dos Bombeiros do Fundão após demissão de José Sousa
Demissão surgiu depois da detenção de 11 bombeiros suspeitos de crimes sexuais na corporação, com vítimas internas e medidas judiciais restritivas aplicadas.
O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, Pedro Caldinho, de 41 anos, foi indigitado para assumir interinamente o comando da corporação na sequência da demissão de José Sousa, que se colocou em funções após a detenção de 11 elementos da equipa, suspeitos de crimes de violação e coação sexual.
A decisão foi tomada pela direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Fundão, que se reuniu de emergência na noite de sexta-feira, aceitando a demissão de José Sousa e nomeando Pedro Caldinho para o cargo provisoriamente até nova deliberação da estrutura diretiva da corporação.
Pedro Caldinho é licenciado em Engenharia de Proteção Civil pela Escola Superior Agrária de Castelo Branco, é bombeiro desde 1998, ano em que entrou nos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal, tendo-se transferido para os Bombeiros do Fundão em 2007. Desde maio de 2008 exerce funções em regime profissional e, em 2023, passou a ser o primeiro-oficial de carreira da corporação ao integrar a carreira de oficial bombeiro.
A demissão do comandante José Sousa ocorreu após a detenção, pela Polícia Judiciária, no dia 25 de novembro, dos 11 bombeiros voluntários da corporação, por suspeitas relativas a dois crimes de violação e um crime de coação sexual, cuja vítima terá sido um jovem bombeiro de 19 anos, durante uma praxe.
Segundo notícias, um desses bombeiros já teria violado um colega no quartel há 16 anos, mas esse caso nunca foi denunciado às autoridades, situação que o então adjunto do comando, José Sousa, conhecia.
Após o primeiro interrogatório judicial no dia da detenção, os 11 suspeitos foram libertados, mas oito deles ficaram proibidos de frequentar o quartel, de contactar com a vítima e com os demais arguidos e testemunhas do processo, bem como de se aproximarem a menos de 500 metros da vítima, mantendo-se ainda proibidos de frequentar a residência e local de trabalho desta.
O Tribunal do Fundão fundamentou estas medidas nas provas recolhidas, considerando existirem perigos de continuação da atividade criminosa, perturbação do inquérito e da ordem pública. Três suspeitos têm também a obrigação de se apresentar semanalmente, às quartas-feiras, na esquadra da respetiva área de residência.
Seis bombeiros estão indiciados por dois crimes de violação e um de coação sexual, três por um crime de violação e um de coação sexual, e dois por crime de violação. Durante o interrogatório, nenhum dos 11 representantes da corporação prestou declarações.
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