Santiago do Cacém vibrante com desfile de fanfarras
15.º Desfile de Fanfarras encheu as ruas de Santiago do Cacém de música, promovido pelos Bombeiros Mistos.
A 15.ª edição do Desfile de Fanfarras transformou as ruas de Santiago do Cacém numa explosão de ritmo, cor e emoção, com onze agrupamentos vindos de todo o país a deixar a cidade em polvorosa neste domingo de maio.
Havia qualquer coisa diferente no ar esta manhã de domingo em Santiago do Cacém. Antes de qualquer bombo soar, já as calçadas começavam a encher-se, famílias com crianças ao colo, idosos nas varandas, jovens com telemóveis apontados às ruas. A cidade sabia o que aí vinha. E quando as primeiras notas rasgaram o silêncio da manhã, a festa estava declarada.
Pela 15.ª vez consecutiva, a Associação Humanitária de Bombeiros Mistos de Santiago do Cacém pôs de pé aquele que já é um dos eventos mais aguardados do calendário cultural do concelho.
O desfile percorreu as principais artérias da cidade, num cortejo de música ao vivo que dificilmente deixa alguém indiferente, nem os mais céticos resistem ao apelo dos tambores quando passam mesmo à nossa beira.
Ao todo, onze fanfarras aceitaram o convite e fizeram a viagem até ao Alentejo Litoral para dar cor e som a esta manhã: Castelo de Vide, Mora, Albufeira, Caneças, Alenquer, Portimão, Alcanede, Cacilhas, Castanheira do Ribatejo, Reguengos de Monsaraz e, claro, o anfitrião Santiago do Cacém, cada um com o seu estilo, o seu timbre, a sua identidade. Juntos, formaram um mosaico musical que percorreu palmo a palmo as ruas da cidade.
A diversidade geográfica dos participantes diz muito sobre o que este evento se tornou ao longo dos anos. Não é já apenas uma festa local, é um ponto de encontro nacional, onde associações de Norte a Sul do país deslocam-se para partilhar o que de melhor fazem. Há nisto uma generosidade rara: a de quem sai de casa cedo, carrega instrumentos pesados e dá de si para animar uma cidade que não é a sua.
Para os Bombeiros Mistos de Santiago do Cacém, a organização deste desfile é também uma forma de marcar presença na vida cultural do território que servem diariamente. Num país onde as corporações de bombeiros dependem cada vez mais do apoio da comunidade, iniciativas como esta aproximam, humanizam e lembram às pessoas quem são aqueles que acorrem quando a situação aperta. A música, neste contexto, é muito mais do que entretenimento, é uma ponte.
Do ponto de vista do impacto na cidade, o evento fez-se sentir bem para lá do percurso do desfile. O centro de Santiago do Cacém ganhou movimento, os cafés encheram, o comércio respirou, e houve um daqueles domingos de manhã que ficam na memória coletiva de uma terra. Não por nenhum episódio extraordinário, mas precisamente pelo contrário, por tudo ter corrido bem, pela alegria de estar junto, pelo prazer simples de ouvir música ao vivo numa rua familiar.
A 15.ª edição ficou para a história. A 16.ª já tem pressão para superar.
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