Sado invade Alcácer outra vez
A Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, voltou a ficar submersa esta manhã devido à subida do rio Sado, numa conjugação entre maré cheia e descargas das barragens. Há localidades novamente isoladas.
A zona baixa de Alcácer do Sal voltou esta quarta-feira a ser engolida pelas águas do rio Sado. A Avenida dos Aviadores ficou novamente inundada, após o caudal ter aumentado na sequência da coincidência entre o pico da maré cheia, registado às 11h30, e as descargas das barragens motivadas pela chuva dos últimos dias.
A presidente da Câmara Municipal explicou que esta conjugação fez elevar rapidamente o nível da água, atingindo em primeiro lugar a área mais vulnerável da cidade, onde historicamente se verificam as primeiras inundações.
A subida do rio voltou também a deixar isoladas as povoações de Santa Catarina e Casebres, bem como a zona da Barrozinha, na periferia de Alcácer do Sal. O município admite, no entanto, que a circulação possa ser restabelecida até ao final do dia nestes locais.
A autarquia reconhece que o cenário poderá repetir-se enquanto persistirem períodos de chuva intensa e as barragens necessitarem de manter descargas, sobretudo quando estas coincidirem com marés altas. Sem um intervalo prolongado de tempo seco que permita recuperar capacidade de armazenamento, a vulnerabilidade da zona ribeirinha mantém-se.
Este episódio insere-se num contexto mais vasto de instabilidade meteorológica que afeta o país desde o final de janeiro. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. O mau tempo provocou ainda centenas de feridos e desalojados.
Entre os principais impactos registam-se habitações e empresas danificadas, queda de árvores e estruturas, encerramento de estradas e escolas, perturbações nos transportes e cortes de energia, água e comunicações. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo estão entre as mais afetadas.
Perante a dimensão dos estragos, o Governo prolongou a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoios que poderá atingir 2,5 mil milhões de euros.
Alcácer do Sal volta assim a viver horas de apreensão junto ao Sado, num inverno que tem colocado à prova populações, autarquias e infraestruturas em várias zonas do país.
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